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Quem é Levi Oliveira, ex-presidente da SPTrans preso em operação contra PCC

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Quem é Levi Oliveira, ex-presidente da SPTrans preso em operação contra PCC

Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans (São Paulo Transporte), está entre os presos nesta quinta-feira (17) em uma operação que investiga a infiltração do PCC (Primeiro Comando da Capital) no sistema de transporte público de São Paulo.

Funcionário de carreira do setor de transportes da capital, Levi passou mais de três décadas na SPTrans e ocupou cargos de comando nas gestões dos prefeitos Bruno Covas (PSDB) e Ricardo Nunes (MDB).

Segundo os investigadores, Levi teria mantido encontros periódicos com José Daniel Satilite, conhecido como “Alemão”, apontado como um dos personagens centrais do esquema investigado.

Apesar de o ex-presidente da SPTrans não aparecer na investigação como interlocutor direto de Satilite, a apuração sustenta que os encontros teriam ocorrido para tratar de interesses relacionados a empresas de transporte.

Os investigadores afirmam ainda que essas conversas teriam ganhado importância após a deflagração da Operação Fim da Linha, realizada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em 2024 e que colocou empresas do transporte coletivo da capital na mira das autoridades.

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    Ex-presidente da Câmara Municipal de SP, Milton Leite (União Brasil), é alvo de mandado de prisão • Afonso Braga/Câmara Municipal de SP

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    São cumpridos 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão durante a ação • Richard Lourenço/Rede Câmara

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    A operação é realizada pela Polícia Civil de São Paulo e pelo Ministério Público de São Paulo • Reprodução/Redes Sociais - @miltonleite.sp

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    Ex-vereador é citado nominalmente como responsável direto pela operação de empresas controladas pelo PCC • Reprodução/Redes Sociais - @miltonleite.sp

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    Casa do ex-vereador Milton Leite. • CNN Brasil

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    Em nota, ele diz que irá provar sua inocência • MÁRCIO FERNANDES DE OLIVEIRA/ESTADÃO CONTEÚDO

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    Daniel é candidato a deputado estadual pelo PL (Partido Liberal) e é acusado de usar de recursos do PCC para financiar sua campanha à prefeitura de Praia Grande em 2024. • Reprodução/@danilomorgadooficial

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    Daniel Morgado é um dos alvos de mandado de prisão. • Reprodução/@danilomorgadooficial

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    Levi dos Santos Oliveira, ex-presidente da SPTrans, é suspeito de tratar de interesses do PCC com o setor de transporte público.

As suspeitas fazem parte da investigação em andamento e não representam condenação dos envolvidos.

Entenda como funciona a infiltração do PCC no transporte público de SP

Carreira de mais de 30 anos na SPTrans

Levi ingressou no sistema municipal de transportes em 1991, por meio de seleção pública da antiga CMTC (Companhia Municipal de Transportes Coletivos).

Ao longo dos anos, construiu carreira principalmente na área de planejamento. Em janeiro de 2017, chegou ao posto de diretor de Planejamento de Transporte da SPTrans.

Formado em Ciências da Computação e pós-graduado em Planejamento de Mobilidade Urbana, Levi assumiu pela primeira vez a presidência da SPTrans em 2020.

A indicação para o comando da empresa ocorreu durante a administração do então prefeito Bruno Covas.

À frente da SPTrans, Levi ficou responsável pela gestão do sistema de ônibus da maior cidade do país e pela relação do poder público com as empresas responsáveis pela operação do transporte coletivo.

Passagem pela gestão Ricardo Nunes

Após a morte de Bruno Covas, em maio de 2021, Ricardo Nunes assumiu definitivamente a Prefeitura de São Paulo.

Levi deixou posteriormente a presidência da SPTrans e passou a integrar a administração Nunes como secretário municipal na área de Mobilidade e Trânsito. Mais tarde, voltou ao comando da SPTrans.

Durante o período em que ocupou funções de direção no transporte municipal, Levi participou de reuniões e compromissos institucionais com Ricardo Nunes e integrantes do primeiro escalão da Prefeitura.

Agendas oficiais da administração municipal registram, por exemplo, a participação de Levi em reuniões no gabinete do prefeito e em encontros relacionados à gestão do sistema de transporte.

Em janeiro de 2025, já no segundo mandato de Nunes, uma agenda oficial registrou um despacho entre o prefeito e o então presidente da SPTrans. Também participaram do encontro secretários municipais e integrantes de áreas técnicas da Prefeitura.

As reuniões faziam parte das atribuições institucionais de Levi à frente da empresa responsável pelo gerenciamento do transporte coletivo da capital. Até o momento, não há indicação de que esses encontros com o prefeito tenham relação com os fatos investigados na operação desta quinta-feira.

Investigação mira relação com empresas de ônibus

A nova operação aprofunda uma investigação sobre a possível infiltração do crime organizado em empresas responsáveis pelo transporte coletivo de São Paulo.

Uma das linhas de apuração busca identificar de que maneira integrantes da organização criminosa teriam exercido influência sobre companhias do setor e quem teria atuado como intermediário entre empresários, agentes públicos e integrantes da facção.

É nesse contexto que os investigadores analisam a atuação de Levi e os supostos encontros com José Daniel Satilite.

Satilite é apontado na investigação como um dos personagens de destaque na articulação de interesses do grupo dentro do setor de transportes.

O que diz a defesa de Levi

Em nota, o escritório Fernando José da Costa Advogados, responsável pela defesa de Levi, afirmou ter sido surpreendido pela prisão.

A defesa destacou que o ex-presidente da SPTrans é primário, não possui antecedentes e construiu uma carreira de décadas no serviço público municipal.

Segundo os advogados, Levi se consolidou como uma referência técnica durante sua trajetória na SPTrans.

A defesa afirmou ainda que não teve acesso aos autos nem aos fundamentos utilizados para justificar a prisão.

Os advogados disseram que, após conhecerem a íntegra da decisão e os elementos da investigação, irão adotar as medidas jurídicas cabíveis e buscar a revogação da prisão.

Veja nota na íntegra:

“O escritório Fernando José da Costa Advogados, que representa o Dr. Levi dos Santos Oliveira, foi surpreendido, na manhã desta quinta-feira, com a notícia de sua prisão. Levi dos Santos Oliveira, primário e sem antecedentes, construiu ao longo de décadas, uma trajetória de relevantes serviços públicos prestados à cidade de São Paulo, atuando na SPTrans, onde se consolidou como referência técnica em sua área. A defesa ainda não teve acesso aos autos, nem às circunstâncias que fundamentaram a medida. Tão logo tenha acesso ao conteúdo da decisão e aos elementos que a embasaram, adotará as medidas jurídicas cabíveis, com confiança nos meios legais para o pronto esclarecimento dos fatos e a revogação de sua segregação.”

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