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IBGE estima safra de 352,9 milhões de toneladas em 2026

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
IBGE estima safra de 352,9 milhões de toneladas em 2026

O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) estima que a produção brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas alcance 352,9 milhões de toneladas em 2026. O volume esperado na estatística de agosto representa aumento de 2%, ou 6,8 milhões de toneladas, em relação à produção registrada em 2025, de 346,1 milhões de toneladas.

Na comparação com a estimativa divulgada em julho, houve redução de 81,4 mil toneladas, equivalente a 0,0%. Os dados fazem parte do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, divulgado nesta terça-feira (15).

A área a ser colhida em 2026 foi estimada em 83,1 milhões de hectares, crescimento de 1,8% em relação à área colhida no ano anterior, com acréscimo de aproximadamente 1,5 milhão de hectares. Na comparação com a estimativa anterior, houve redução de 17,3 mil hectares.

Soja, milho e arroz concentram produção

Soja, milho e arroz permanecem como as principais culturas entre os produtos pesquisados pelo IBGE. Juntos, eles representam 92,9% da produção estimada e 87,4% da área a ser colhida.

A soja tem previsão de produção de 174,8 milhões de toneladas, aumento de 5,3% em relação a 2025. Na comparação com julho, a estimativa recuou 0,1%, ou 114,6 mil toneladas.

Para o milho, a produção foi estimada em 141,8 milhões de toneladas. O volume corresponde a 29,7 milhões de toneladas da primeira safra e 112,1 milhões de toneladas da segunda.

A produção total de milho apresenta crescimento de 0,1% em relação a 2025. Na primeira safra, a estimativa aumentou 15,5%, enquanto a segunda safra apresenta redução de 3,4% no comparativo anual.

O arroz em casca tem estimativa de produção de 11,2 milhões de toneladas, queda de 11,2% em relação ao ano anterior. A área a ser colhida deve diminuir 12,5%.

Entre outras culturas, o IBGE estima produção de 9,2 milhões de toneladas de algodão herbáceo, 5,8 milhões de toneladas de sorgo e 6,3 milhões de toneladas de trigo. Em relação a 2025, a produção de algodão recua 6,7%, a de sorgo cresce 8,1% e a de trigo diminui 18,9%.

A produção de feijão, considerando as três safras, foi estimada em 2,8 milhões de toneladas, 6,6% abaixo do volume de 2025.

Demais culturas

A estimativa de produção de cana-de-açúcar foi reduzida em 1,6% em relação ao último mês, totalizando 705,2 milhões de toneladas, em função de uma produtividade esperada 1,7% menor. “A produção deve ser bem parecida com a de 2025, com uma diferença de apenas 0,3% superior”, segundo o IBGE.

Houve, ainda, redução nas estimativas de produção de gergelim, de 2,8%, para 356,3 mil toneladas. O IBGE destaca que “o gergelim vem se consolidando como cultura oleaginosa estratégica para a diversificação agrícola brasileira, sobretudo em regiões quentes, como no Cerrado, onde pode ser cultivado em rotação ou sucessão, inclusive como segunda safra após soja, milho ou algodão”.

A expectativa para a safra de tomate também foi reduzida, para 4,6 milhões de toneladas do produto, 1,5% a menos que a última estimativa.

Centro-Oeste responde por metade da produção

O Centro-Oeste concentra a maior parcela da produção nacional estimada para 2026. A região deve produzir 178 milhões de toneladas, o equivalente a 50,4% do total.

Na sequência aparecem a região Sul, com 91,8 milhões de toneladas, ou 26%; Sudeste, com 31,1 milhões de toneladas e 8,8%; Nordeste, com 29,8 milhões de toneladas equivalentes a 8,5%; e Norte, com 22,3 milhões de toneladas e 6,3%.

Na comparação interanual, a produção estimada cresceu 6,3% no Sul e 7,3% no Nordeste. No Sudeste, o volume permaneceu estável. Já no Centro-Oeste houve queda de 0,4%, enquanto no Norte a redução foi de 0,1%.

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