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Café arábica sobe 1,68% em Nova York após três semanas de perdas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Café arábica sobe 1,68% em Nova York após três semanas de perdas

O café arábica recuperou parte das perdas recentes nesta segunda-feira (14) na Bolsa de Nova York, após três semanas de queda. O contrato com vencimento em dezembro avançou 1,68% e fechou negociado a US$ 2,90 por libra-peso.

Segundo o Barchart, a alta foi sustentada por compras técnicas e pela cobertura de posições vendidas por fundos, após a sequência de perdas ter levado os preços a um nível considerado de sobrevenda extrema.

Antes da recuperação, o contrato chegou a atingir a menor cotação em cerca de dois meses e meio. O movimento refletiu, em parte, a pressão sobre os preços após dados mostrarem aumento das exportações brasileiras de café em agosto.

Segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), os embarques totais do Brasil cresceram 31% na comparação anual, para 4,155 milhões de sacas, o maior volume já registrado para o mês. As exportações de café arábica avançaram 26%, para 2,87 milhões de sacas, enquanto os embarques de robusta aumentaram 54%, para 953,6 mil sacas.

Cacau

Os preços futuros do cacau avançaram nesta sessão na Bolsa de Nova York, com o mercado repercutindo perspectivas para a oferta de Gana na próxima safra. O contrato para entrega em dezembro subiu 1,04% e fechou negociado a US$ 6.023 por tonelada.

Segundo o Barchart, o mercado recebeu suporte após a proposta do órgão regulador da indústria cacaueira de Gana para elevar em 6% a remuneração paga aos produtores na safra 2026/27.

A expectativa é de que uma remuneração maior possa levar produtores ganeses a reduzir o ritmo de vendas e esperar por preços mais elevados para comercializar o cacau. O movimento pode limitar a oferta disponível no mercado internacional e dar sustentação às cotações.

Açúcar

Os preços futuros do açúcar recuaram neste pregão em Nova York, apesar do suporte vindo da valorização do petróleo. O contrato para entrega em março caiu 0,37% e fechou negociado a 19,06 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, a alta do petróleo, que atingiu o maior nível em cerca de três meses e meio, ajudou a limitar as perdas do açúcar. Com o petróleo mais valorizado, o etanol ganha competitividade e pode estimular usinas a destinar mais cana para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta de açúcar.

Algodão

Os contratos futuros de algodão fecharam em queda na Bolsa de Nova York, com pressão de fatores externos e do posicionamento dos investidores. O vencimento para dezembro recuou 1,75%, para 84,55 centavos de dólar por libra-peso.

Segundo o Barchart, os contratos mais próximos chegaram a registrar perdas diante da valorização do petróleo bruto, que subiu US$ 1,59 por barril, enquanto o índice do dólar americano avançou.

Dados do relatório CFTC (Posicionamento dos Operadores) também mostraram uma redução das posições compradas dos fundos de investimento. Na terça-feira, os investidores cortaram a posição líquida comprada em 7.806 contratos, para 100.170 contratos.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja para entrega em novembro fechou esta sessão com alta de 7,70% na Bolsa de Nova York, a US$ 1,52 por libra-peso.

Segundo Wharlley Nunes, analista de agro do Itaú BBA, os preços da laranja e do suco de laranja caíram cerca de 40% na origem e também no mercado internacional.

No varejo americano, o preço do suco de laranja permaneceu em alta por mais de um ano e chegou a níveis recordes. Apenas nos últimos três meses, os valores começaram a recuar.

O consumo de suco de laranja nos Estados Unidos vem recuando cerca de 4% ao ano. Segundo o analista, parte dos consumidores passou a substituir a bebida por outras opções, como águas saborizadas e bebidas sem açúcar.

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