O presidente americano, Donald Trump, prometeu, durante um evento, pagar US$ 5 mil a eleitores que ajudassem os republicanos nas eleições de midterms. Ao WW, Carlos Gustavo Poggio, professor de Ciência Política do Berea College, comenta o tema.
A declaração surpreendeu não apenas analistas, mas também a própria base do partido republicano, e voltou a acender o debate sobre o estilo de comunicação do líder norte-americano. Poggio, afirmou que a promessa se encaixa em um padrão de comportamento já observado anteriormente.
“O presidente dos Estados Unidos não é alguém que quer ser levado a sério, basta a gente ver o que ele posta nas redes sociais, a forma como ele se comunica”, declarou Poggio.
Declaração pega de surpresa até aliados
Segundo Poggio, a proposta não foi discutida previamente nem mesmo com os próprios deputados republicanos. “Foram conversar com deputados republicanos e falaram: eu não ouvi falar disso”, relatou o analista.
Para ele, a afirmação não representa uma política estruturada, mas sim uma ideia lançada impulsivamente. “São ideias que ele fala no calor do momento, são bravatas pelas quais ele é conhecido e evidentemente é algo que não deve ser levado a sério”, avaliou.
Desespero diante das eleições de meio de mandato
Poggio interpretou a declaração como um sinal de preocupação de Trump com os resultados eleitorais que se aproximam.
“A única coisa que isso demonstra é um desespero de ver que ele deve levar uma derrota bastante significativa ao seu partido, em razão da profunda impopularidade”, analisou.
O especialista acrescentou que a postura revela também a disposição de Trump de “fazer qualquer coisa para conseguir diminuir o estrago que vai ser nessas eleições de meio de mandato“.
Para Poggio, o comportamento do político norte-americano não deve ser tratado como novidade. Segundo ele, há muitas situações ao longo da atual gestão que ninguém imaginaria presenciar. O analista concluiu que o país ainda deverá ouvir “muita coisa” de Trump nos próximos meses.

