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Rito da sessão sobre Moraes no STF é incerto e divide ministros

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Rito da sessão sobre Moraes no STF é incerto e divide ministros

O rito da sessão plenária do STF (Supremo Tribunal Federal) que analisará o caso de Alexandre de Moraes, marcada para a próxima terça-feira (15), ainda é incerto. A analista Jussara Soares, que acompanha os desdobramentos do caso em Brasília, afirmou durante o CNN Prime time que “a única certeza é a incerteza que se vive diante do que vai acontecer na terça-feira”.

Segundo apuração da CNN, o presidente da Corte, Edson Fachin, se reuniu nesta quinta-feira (10) com Paulo Gonet, procurador-geral da República, e com outros ministros da corte, justamente para discutir como será conduzida a sessão.

Um dos pontos centrais do debate nos bastidores é justamente se a sessão será aberta ao público — com transmissão ao vivo pela TV Justiça, como é tradição — ou se ocorrerá de forma fechada.

De acordo com Jussara Soares, há pressão de parte dos ministros para que a sessão não seja pública, sob o argumento de que uma transmissão ao vivo poderia expor embates entre os magistrados e, potencialmente, pressionar o voto dos ministros. “A gente já tem visto esses embates pelas decisões. Imagina ao vivo eles frente a frente”, destacou a jornalista.

Por outro lado, manifestos divulgados nos últimos dias pedem que a sessão seja aberta. Além disso, em decisão anterior, o ministro André Mendonça, ao tratar das mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Forcaro direcionadas a Moraes, mencionou explicitamente a realização de uma sessão aberta. Esse elemento também está sendo considerado na definição do rito.

Desfechos ainda mais incertos

Jussara Soares ressaltou que a sessão não se trata de um julgamento, mas de uma análise para determinar se a investigação avançará. Os possíveis desfechos, segundo ela, são ainda mais imprevisíveis do que o próprio rito.

A corte conta atualmente com dez ministros, mas Alexandre de Moraes não poderá votar por ser o investigado. Além disso, Dias Toffoli já se declarou suspeito em outros casos envolvendo o Banco Master, e a tendência é que também fique impedido de votar nesta ocasião, deixando apenas oito ministros aptos a participar da votação.

Com oito votos, há possibilidade concreta de empate. Nesse cenário, o resultado favoreceria Moraes, ou seja, o não prosseguimento do inquérito.

Outra possibilidade levantada por Jussara é a de que algum ministro peça vista do processo, o que poderia adiar a análise para depois das eleições.

A jornalista também informou que há expectativa de que Moraes se manifeste publicamente antes da sessão, uma vez que havia convocado um pronunciamento que acabou não sendo realizado. “Reuniões a todo momento, inclusive com cálculos sobre qual vai ser o desfecho disso”, concluiu Jussara Soares.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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