Os contratos futuros de trigo fecharam em alta nesta terça-feira (08) na Bolsa de Chicago, impulsionados pelo aumento da atuação dos fundos e pelas preocupações com o fluxo de exportações da Rússia e da Ucrânia. O mercado segue atento aos riscos relacionados ao Mar Negro, uma das principais regiões fornecedoras do cereal no mercado internacional.
Na Bolsa de Chicago, o contrato do trigo para entrega em dezembro registrou valorização de 1,77% e encerrou o pregão cotado a US$ 7,47 por bushel.
O movimento também foi acompanhado pelo reforço das posições compradas dos fundos. A posição líquida em trigo vermelho de inverno passou para 48.826 contratos, ante 42.514 contratos na semana anterior, indicando uma maior exposição dos investidores à alta dos preços.
Segundo a Agrinvest, os futuros de trigo em Chicago operam em forte alta, ainda sustentados pelo risco no Mar Negro e pela preocupação com o fluxo de exportações de Rússia e Ucrânia. A região tem papel importante na oferta global do cereal, e eventuais problemas nos embarques podem aumentar a percepção de aperto no mercado internacional.
Com a combinação de maior presença dos fundos na ponta compradora e das incertezas sobre a oferta exportável do Mar Negro, o trigo ganhou força no mercado internacional e encerrou a sessão em alta em Chicago.
Soja
Os preços futuros da soja finalizaram a sessão em campo positivo na Bolsa de Chicago. O contrato para entrega em novembro fechou o dia negociado em US$ 13,16 por bushel, com alta de 0,50 %.
De acordo com as informações da Agrinvest, os futuros da soja retomaram as negociações após o feriado nos Estados Unidos. “Mesmo no campo positivo, Chicago ainda não mostra força para abrir novas altas. Do lado dos fundamentos, a leitura não mudou muito”, informou a consultoria.
Ainda segundo a Agrinvest, as compras estatais chinesas seguem no radar, mas o mercado também monitora as margens ruins dos crushers privados e a possibilidade de novos anúncios antes da visita de Xi Jinping aos EUA.
Outro ponto de atenção fica no USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) desta semana e no clima americano. Alguns produtores já demonstram preocupação com os mapas dos próximos 15 dias, que indicam bons acumulados em parte das áreas. O risco não é falta de chuva, mas excesso pontual durante a colheita, com possível impacto em ritmo de campo e qualidade dos grãos.
A Royal Rural reportou que os fundos também aumentaram a posição comprada. A posição líquida subiu para 234.920 contratos, contra 200.679 contratos na semana anterior. Os investidores detinham 270.450 contratos comprados e 35.530 contratos vendidos em 1º de setembro.
Milho
O preço futuro do milho encerrou o dia com baixas diante de realização de lucros nas últimas sessões. O vencimento para dezembro registrou queda de 0,61% e negociado a US$ 5,33 por bushel.
A Royal Rural informou que os especuladores estavam com 401.003 contratos líquidos comprados, acima dos 317.448 contratos da semana anterior. O movimento mostra uma ampliação forte da posição otimista, com 467.856 contratos comprados contra 66.853 contratos vendidos.
Já a Agrinvest destacou queos contratos do milho operam no negativo, em correção após o rally forte das últimas semanas. As inspeções de exportação do milho vieram em 1,66 milhões de toneladas, acima das 1,50 milhões de toneladas da semana anterior, marcando um bom início para a nova temporada.
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