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Quem é André Mendonça, ministro do STF e relator do caso do Banco Master

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Quem é André Mendonça, ministro do STF e relator do caso do Banco Master

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), ganhou evidência nos últimos dias após decisões envolvendo o caso do Banco Master, do qual é relator na Suprema Corte.

Na última semana, o magistrado derrubou o sigilo de um relatório da PF que mostra trocas de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master.

Nesta terça-feira (8), Mendonça determinou o afastamento preventivo do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues, por potencial ilicitude na produção de “relatórios de inteligência” que acusavam o ministro de praticar improbidade administrativa e abuso de autoridade durante a relatoria dos casos Master e INSS.

Natural de Santos (SP), André Luiz de Almeida Mendonça, 53 anos, é formado pela Faculdade de Direito de Bauru, no interior de São Paulo. Tem também o título de doutor em Estado de Direito e Governança Global e mestre em Estratégias Anticorrupção e Políticas de Integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Indicado para a Suprema Corte pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2021, o ministro assumiu o posto após a aposentadoria do decano da Corte, ministro Celso de Mello.

Antes de assumir a cadeira no STF, ainda durante o governo Bolsonaro, Mendonça também foi ministro de Estado da Justiça e Segurança Pública, após a saída de Sergio Moro (PL) da pasta, e advogado-geral da União.

Antes de assumir o comando da AGU (Advocacia-Geral da União), Mendonça também exerceu os cargos de corregedor-geral e de diretor de Patrimônio e Probidade, dentre outros.

Mendonça é pastor presbiteriano da Igreja Presbiteriana Esperança, localizada em Brasília. Por isso, foi qualificado como “terrivelmente evangélico” pelo ex-presidente Bolsonaro algumas vezes, inclusive depois da nomeação.

Integrante da Segunda Turma do STF, o ministro assumiu em 2025 a relatoria dos inquéritos que apuravam fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) por meio da Operação Sem Desconto, que estima ressarcir aproximadamente R$ 6,3 bilhões após um esquema de descontos associativos indevidos na folha de pagamentos de aposentados e pensionistas.

Já no começo deste ano, se tornou o novo relator do caso Master após o ministro Dias Toffoli optar por deixar o caso, em razão de um relatório da PF ter revelado mensagens com menções a supostos pagamentos direcionados a Toffoli.

Entenda os atritos envolvendo Mendonça

Os atritos entre Rodrigues e Mendonça começaram durante a condução do processo que apura o escândalo de fraudes no INSS.

O magistrado determinou que o diretor-geral da PF ficasse de fora do caso e sem acesso a informações. O chefe da PF rebateu a decisão e disse a jornalistas que “cumpre essa regra há mais de 20 anos, quando se tornou delegado”, referindo-se a não interferir em inquéritos de subordinados.

André Mendonça pediu o afastamento do diretor-geral em meio a outra crise que atinge a Suprema Corte. Na última terça-feira (1º), o ministro retirou o sigilo sobre a ação que apura trocas de mensagens entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e Alexandre de Moraes.

Na noite da quinta-feira (3), Moraes utilizou o inquérito das Fake News para acusar o colega de Corte de cometer crimes na condução de ações no tribunal.

Moraes embasou seu pedido em relatórios de inteligência da PF. Segundo Mendonça, a produção destes documentos revelam um “monitoramento sistemático e ilegal” sobre sua atuação.