O advogado-geral da União, Jorge Messias, afirmou nesta terça-feira (8) que teve uma “conversa muito institucional e republicana” com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin. A reunião durou cerca de 30 minutos e também contou com a presença do ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva.
O encontro ocorreu horas depois de o ministro André Mendonça, do STF, determinar o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do então diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada.
A CNN apurou que a AGU (Advocacia-Geral da União) pretende recorrer da decisão de Mendonça e ainda está decidindo qual será a estratégia jurídica mais adequada. Segundo fontes do PT, o governo avalia alegar violação da competência da Presidência da República.
A decisão de Mendonça ocorre após o ministro Alexandre de Moraes ter utilizado relatórios de inteligência da Polícia Federal para apontar possíveis crimes de abuso de autoridade atribuídos a Mendonça na condução da relatoria do Banco Master e das fraudes do INSS.
Segundo Mendonça, os relatórios revelam um “monitoramento sistemático e ilegal”, realizado por mais de 30 dias, sobre sua atuação e a de outras autoridades, como prórpio Jorge Messias.

