Os EUA atacaram vários petroleiros iranianos perto da Ilha de Kharg, no Estreito de Ormuz, nesta terça-feira (8), segundo dois oficiais americanos.
Uma das autoridadaes afirmou que as forças americanas atacaram os petroleiros iranianos ligados à Guarda Revolucionária Islâmica em resposta a tentativas de ataque com mísseis contra um navio de guerra da Marinha dos EUA.
Os ataques ocorrem em um momento em que os EUA têm focado sua estratégia na guerra em priorizar o ataque ou a incapacitação de alvos ao redor do estreito, realizando operações de escolta para navios comerciais através da importante via navegável e mantendo seu bloqueio naval aos portos iranianos como parte de uma “pressão total” para aumentar a pressão econômica sobre a liderança do regime.
Ameaças aos EUA
O Irã ameaçou na segunda-feira (7) retaliar quaisquer novos ataques dos Estados Unidos, alertando que estruturas de energia na região são “extensas, acessíveis e expostas”, incluindo empresas americanas de petróleo e gás.
“Ataquem nossos ativos e serão atacados. Já provamos isso. Perguntem às bases que não são mais viáveis”, disse o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, em referência aos ataques iranianos a bases militares dos EUA na região ao longo do conflito.
A declaração pareceu ser uma resposta a um alerta do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, de que a frota de petroleiros do Irã estava “indefesa”.
A ameaça também é feita após ofensiva dos EUA e do Irã a embarcações durante o fim de semana. Essa troca de hostilidades fez os preços do petróleo atingirem nesta segunda seus valores mais altos em seis semanas.
No domingo (6), Mohsen Rezaei, uma autoridade sênior de segurança do Irã, afirmou que o país anunciaria planos para uma nova zona restrita no Golfo nos próximos dias e que aprovaria em breve mapas de um novo corredor de navegação através do Estreito de Ormuz.
O Irã tem restringido o tráfego por Ormuz, que é uma rota vital para o abastecimento global de petróleo e gás, desde que o conflito com os Estados Unidos começou, em 28 de fevereiro.
Rezaei disse que a nova zona restrita começaria no ponto onde se inicia o bloqueio naval dos EUA ao Irã e se estenderia por áreas do Golfo. Qualquer navio que entrasse na área seria incluído em uma lista de sanções iranianas.
“Só nos comprometeremos a manter o Estreito de Ormuz aberto quando eles (os americanos) pararem com a sabotagem, as ameaças e os ataques ao Irã”, pontuou Rezaei.
Entenda a importância da Ilha de Kharg, polo petrolífero do Irã

