A Motiva anunciou nesta terça-feira (1º) que concluiu a venda de todos os 20 aeroportos do portfólio para a mexicana Asur (Grupo Aeroportuario del Sureste), um dos principais operadores aeroportuários da América Latina.
Segundo a antiga CCR, o valor da transação supera os R$ 12,2 bilhões. Do total, são R$ 5,187 bilhões em equity por 100% das ações da CPC Holding, veículo que consolidava as participações da Motiva nos aeroportos, e R$ 7,024 bilhões em dívidas dos ativos.
“A conclusão desta transação é um passo estratégico para simplificarmos o nosso portfólio e ampliarmos a nossa capacidade de investimentos em rodovias e trilhos, segmentos em que a Motiva tem competências distintivas e somos líderes na América Latina e no Brasil, mercado que tem um pipeline rico em oportunidade”, disse o CEO da Motiva, Miguel Setas.
A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) havia aprovado em junho a anuência prévia para a transferência do controle societário da plataforma de aeroportos para o Asur.
Também foram necessárias aprovações de órgãos de defesa da concorrência, credores e poderes concedentes de Brasil, Equador, Costa Rica e Curação — países onde a companhia tinha operações aeroportuárias.
Com a conclusão do processo, trata-se de uma das maiores transações aeroportuárias da história.
A Motiva explicou que os ativos foram precificados a um múltiplo EV/Ebitda (LTM) de 8,8x, que é acima do múltiplo atual da companhia. Os recursos da operação serão utilizados para a redução do endividamento da holding da companhia. O negócio fará a alavancagem consolidada, que considera as controladas em conjunto com a Motiva, cair de 3,7 vezes para cerca de 3 vezes.
A concessionária diz que os recursos serão necessários para ampliar a capacidade financeira da companhia e ajuda a fazer frente ao pipeline de R$ 170 bilhões de oportunidades mapeadas para os próximos anos para concessões rodoviárias, de trens e metrôs no Brasil, além de otimizar a estrutura de capital e melhorar o perfil de risco do portfólio.

