Candidato à Presidência pelo Missão, Renan Santos afirmou, em coletiva nesta terça-feira (1º/9), que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “precisa ser preso” após a divulgação de mensagens atribuídas ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. Para Renan, os demais candidatos à Presidência da República também têm de se posicionar sobre o caso durante a campanha eleitoral.
“A campanha eleitoral será, em alguma medida, pautada por uma guerra interna que existe no STF”, afirmou o presidenciável. Segundo ele, o escândalo envolvendo o Banco Master voltou à tona em um momento de maior gravidade por causa das supostas relações entre Vorcaro e integrantes do Judiciário.
Renan afirmou que Moraes estaria “no olho do furacão” e acusou o ministro e sua família de manterem relações que classificou como “promíscuas” com Vorcaro. “O Alexandre de Moraes precisa ser preso, e todos os candidatos têm que se pronunciar”, disse.
O candidato também cobrou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao senador Flávio Bolsonaro (PL), seus advérsarios na disputa pela Presidência em 2026, questionando qual será a posição dos dois diante das informações divulgadas pela Polícia Federal (PF).
“Qual é a posição do Lula? A gente sabe que o Lula é aliado do bloco do Alexandre de Moraes dentro do STF. Qual será a posição do Flávio? Será que ele tem coragem de expressar isso?”, perguntou Renan.
O candidato também citou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e disse esperar contar com o apoio dele na discussão. “Eu sei a posição do Zema. O Zema não nega, ele foi corajoso nos desenvolvimentos até agora, e espero contar com o Zema nessa luta”, afirmou.
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Mensagens de Vorcaro
A declaração ocorre após a divulgação de um relatório da Polícia Federal com mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, que colocaram novamente no centro do debate as relações do banqueiro com autoridades e integrantes do Judiciário.
Algumas das mensagens divulgadas indicam que Vorcaro chegou a se reunir com Alexandre de Moraes no apartamento do ministro do STF em São Paulo.
Ao comentar o material, Renan afirmou que o caso deverá ganhar espaço na disputa eleitoral e cobrou dos candidatos uma posição pública sobre as revelações.
O candidato do Missão também classificou o episódio como parte de uma disputa interna no STF e afirmou que a população teria ficado “anestesiada” durante a Copa do Mundo diante do escândalo envolvendo o Banco Master.

