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Plataforma bane George Santos por apostar na própria ausência em evento

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Plataforma bane George Santos por apostar na própria ausência em evento

O ex-deputado dos Estados Unidos e filho de brasileiros George Santos foi banido permanentemente de uma plataforma de previsões depois de ter lucrado ao apostar na própria ausência em um evento do presidente Donald Trump.

O caso de Santos representa a primeira proibição vitalícia da plataforma Kalshi, confirmou um porta-voz à CNN. Ele também foi multado em US$ 71.356 (R$ 370 mil).

No início do ano, Santos fez apostas sobre sua possível participação no tradicional discurso presidencial sobre o “Estado da União”, feito por Trump no Capitólio em fevereiro.

“O Departamento de Compliance da Kalshi estabeleceu haver motivos razoáveis ​​para acreditar que George Santos realizou operações de negociação em determinados mercados relacionados à sua presença no discurso do Estado da União”, afirmou a empresa, acrescentando que ele estava proibido de apostar nesse evento por ser capaz de influenciar o resultado.

“Apesar disso, entre 2 e 25 de fevereiro de 2026, Santos realizou uma série de operações de grande volume em um mercado cujos contratos subjacentes dependiam de sua própria presença no evento. Em seguida, ele passou a fazer uma série de declarações públicas sobre sua participação no evento, na tentativa de influenciar o preço dos contratos ‘Sim’ e ‘Não’, respectivamente. Algumas dessas declarações continham informações falsas ou enganosas. O Departamento de Compliance constatou que Santos fez tais declarações com a intenção de manipular o preço dos contratos ‘Sim’ ou ‘Não’ que pretendia adquirir. De fato, essas declarações acabaram por manipular o preço dos referidos contratos”, completou a Kalshi.

Depois da decisão sobre o banimento e aplicação de multa pela empresa, Santos foi às redes sociais e declarou: “Ei, @Kalshi, obrigado pelo banimento vitalício da sua plataforma de apostas. Vamos ver quanto tempo mais vocês vão durar.”

Ele fez referência à batalha judicial em curso sobre se empresas de previsão como a Kalshi devem ser regulamentadas pelos estados como jogos de azar ou continuar a ser regulamentadas pelo governo federal como mercados financeiros.

Hey @Kalshi thanks for the lifetime ban from your gambling platform.

Let’s see how much longer you guys are around for. 💋

— George Santos (@Georgesantos) August 31, 2026

Órgãos reguladores federais que supervisionam os mercados de previsão também investigaram Santos por sua conduta.

A CFTC (Comissão de Negociação de Futuros de Commodities) anunciou um acordo em julho, impondo uma multa de US$ 17.500 (R$ 90 mil) a Santos e encerrando a investigação do governo.

Bobby DeNault, chefe de fiscalização da Kalshi, disse nesta segunda-feira que a empresa estava tomando medidas contra Santos e alguns outros negociadores que violaram as regras do site.

“Todos, com exceção de um indivíduo (George Santos), cooperaram com as investigações do nosso Departamento de Conformidade e serão banidos temporariamente”, disse DeNault.

A CNN entrou em contato com Santos para obter um comentário.

Ele já havia negado qualquer irregularidade e classificado as alegações como “absurdas”. Após a divulgação de informações sobre suas negociações questionáveis, ele atacou a Kalshi nas redes sociais, chamando a plataforma de “aplicativo predatório”.

George Santos teve o mandato de deputado cassado em 2023, foi preso em um caso paralelo de fraude e roubo de identidade, mas posteriormente foi solto graças a uma decisão do presidente Donald Trump, que comutou sua sentença.

Mercados de previsão como a Kalshi e Polymarket – onde as pessoas podem apostar em esportes, eleições, entretenimento e muito mais – agora movimentam bilhões de dólares semanalmente nos EUA.

As empresas e os órgãos reguladores federais prometeram reprimir o uso de informações privilegiadas e a manipulação de mercado.

No início deste ano, a Kalshi suspendeu três candidatos políticos de menor expressão, de ambos os partidos, por conduta semelhante.

Com informações de Marshall Cohen e Patrick Svitek, da CNN