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John Galliano não será mais homenageado pelo Met Gala; entenda

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John Galliano não será mais homenageado pelo Met Gala; entenda

O designer britânico John Galliano, 65, confirmou nesta segunda-feira (31), por meio de um post em suas redes sociais, que recusou o convite para ser um dos homenageados do desfile beneficente anual do Metropolitan Museum of Art, o Met Gala.

No começo de agosto, o estilista tinha sido anunciado como tema central da exposição. Essa seria a terceira ocasião em que o evento celebraria a carreira de um designer — em temporadas anteriores, Yves Saint Laurent, em 1983, e Rei Kawakubo, em 2017, foram os únicos a assumir o posto.

Na publicação, Galliano começou agradecendo a Max Hollein, Andrew Bolton e Anna Wintour, atuais curadores e produtores de um dos eventos mais estimados do universo da moda, pelo convite.

“Após muita reflexão e discussão com o MET e todos os envolvidos, decidi, com grande tristeza, que o melhor é que a exposição não aconteça neste momento. Permaneço totalmente responsável pela dor causada pelas minhas palavras no passado, particularmente pela mágoa que causei às comunidades judaica e asiática, e continuo profundamente arrependido”, escreveu.

Embora tenha atingido o ápice de sua carreira como diretor criativo da Dior, entre 1996 e 2011, Galliano minou sua fama com uma polêmica grave no final de 2011. Na época, ele foi demitido da grife após a divulgação de vídeos em que proferia ofensas antissemitas em Paris, o que o levou a um período de reabilitação e afastamento da indústria.

“Compreendo que uma reparação significativa não se alcança por meio de uma exposição, reconhecimento institucional ou um único gesto público. É uma responsabilidade contínua, demonstrada por meio da escuta, do aprendizado e da conduta ao longo do tempo”.

Quando a história do artista foi confirmada, pela revista norte-americana Vogue, como tema da exposição, Wintour reforçou que o momento conturbado da vida de Galliano não seria esquecido na exposição.

Após os anos fora da indústria, Galliano retornou aos trabalhos em 2014, quando assumiu a direção criativa da marca Maison Margiela, na qual ele fundiu seu estilo maximalista com o desconstrucionismo conceitual da marca. O estilista se manteve na posição até meados de 2024.

Atualmente, após assinar um contrato de dois anos, o britânico assumiu os projetos da fast-fashion Zara. A parceira bienal nasceu com o objetivo de revisitar o arquivo mais recente da etiqueta e reescrevê-lo sob o olhar de um dos maiores criativos.

“Não quero que o debate em torno de mim coloque o MET em uma posição difícil ou desvie a atenção do trabalho notável do Costume Institute. Também reconheço e respeito que uma exposição em homenagem ao meu trabalho seria dolorosa para alguns”, finalizou.

Até o momento, não há mais informações sobre qual será a temática que substituirá a homenagem a Galliano. Wintour e os demais idealizadores da festa de gala beneficente também não se pronunciaram sobre o assunto.

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*Sob supervisão de Gabriela Maraccini, da CNN Brasil

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