Donald Trump assinou um decreto que amplia a cota para importação de carne bovina extra-cota com tarifa reduzida nos Estados Unidos.
A medida entra em vigor em 1º de setembro e terá duração de 90 dias, com o objetivo de aumentar a oferta de carne bovina no mercado americano e conter a inflação que pressiona o consumidor norte-americano.
Ao CNN Money, Geraldo Isoldi, consultor da Terra Investimentos, explicou que o Brasil já compartilha uma cota de 450 mil toneladas com outros países que não possuem cotas individuais definidas.
Segundo ele, essa cota costuma se esgotar já nos primeiros dias de janeiro, e o Brasil é o país que mais vende dentro desse arranjo.
Isoldi destacou ainda que o aumento das exportações brasileiras para os Estados Unidos já vinha ocorrendo nos últimos meses, impulsionado pela menor oferta interna americana das últimas 75 anos.
“Os frigoríficos, obviamente, devem aumentar, mas é um trabalho que já tem sido feito nos últimos meses, justamente por causa dessa necessidade dos Estados Unidos”, afirmou.
Ele acrescentou que carnes já a caminho dos EUA e com chegada prevista para setembro já entram dentro da nova cota estabelecida pelo decreto.
Segundo a Casa Branca, a iniciativa deve ampliar a oferta de carne bovina em cerca de 10% em relação às projeções atuais, permitindo a entrada de até 300 mil toneladas — aproximadamente 100 mil por mês — sem tarifa ou com tarifa reduzida nos Estados Unidos.
O Brasil figura entre os principais beneficiados da medida, por integrar o grupo de países com determinação de tarifa zero extra-cota.
Esse grupo é composto também por Austrália, Nova Zelândia, Argentina, Uruguai e Reino Unido, de acordo com dados da Terra Investimentos. Os demais fornecedores de carne para os Estados Unidos terão taxas menores, mas não isenção.

