A Syngenta, multinacional que desenvolve proteção de cultivos e sementes, registrou US$ 2,4 bilhões em EBITDA no primeiro semestre de 2026, alta de 2% em relação aos US$ 2,3 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Apesar disso, teve redução de 2% nas vendas, para US$ 12,2 bilhões, ante US$ 12,5 bilhões no primeiro semestre de 2025. Na comparação por câmbio constante, a queda foi de 7%. Mesmo assim, a margem EBITDA avançou de 18,6% para 19,5%.
A melhora na rentabilidade está ligada à estratégia da companhia de reduzir negócios de menor margem e concentrar recursos em produtos de maior valor agregado, além de controle de custos.
Um dos principais movimentos ocorreu na China, onde a Syngenta reduziu a operação de comercialização de grãos, considerada de baixa margem. As vendas da Syngenta Group China caíram 15%, para US$ 2,5 bilhões no semestre. A companhia também deixou de consolidar a operação de fertilizantes da Sinofert após transferir sua participação para a Sinochem no fim de 2025.
Brasil ganha importância
Segundo comunicado da companhia, apesar do cenário de pressão sobre preços no mercado de defensivos, o Brasil apresentou desempenho positivo. As vendas da divisão de proteção de cultivos cresceram 7% no país, impulsionadas pela adoção de novas tecnologias. A área de sementes teve desempenho ainda melhor: as vendas de sementes de culturas agrícolas cresceram 18% no Brasil no primeiro semestre.
No mundo, a divisão de proteção de cultivos faturou US$ 6,6 bilhões, alta de 4%, enquanto sementes tiveram vendas de US$ 2,5 bilhões, avanço de 1%.
O desempenho brasileiro contrasta com o restante da América Latina, onde as vendas da Syngenta recuaram 11%, pressionadas por preços menores e estoques elevados nos canais de distribuição, principalmente na Argentina.
Na divisão de sementes, a receita da empresa cresceu 1%, para US$ 2,5 bilhões e, no Brasil, as vendas avançaram 18%.
