Durante a Operação Terra Arrasada, deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (27/8) contra um grupo suspeito de fraudes em licitações, os investigadores apreenderam oito veículos de luxo, além de telefones celulares e documentos de interesse para a investigação. A Justiça determinou o sequestro de bens de até R$ 14 milhões.
Entre os veículos apreendidos estão uma Porsche Cayenne, uma BMW X3 M50, uma Mercedes-Benz GLC 43 AMG, uma RAM e um Audi.
O grupo é investigado por operar um esquema que teria alcançado centenas de municípios do Rio Grande do Sul (RS), com contratos envolvendo preços acima dos valores de mercado, vantagens indevidas a agentes públicos e lavagem de dinheiro obtido de forma ilícita.
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Entre 2017 e 2026, as empresas investigadas firmaram contratos com o poder público que somam mais de R$ 406 milhões para a venda de 724 máquinas. Desse total, cerca de 40% correspondem a contratos financiados, integral ou parcialmente, com recursos federais.
Segundo a apuração, as empresas simulavam concorrência nas licitações, apresentavam propostas previamente combinadas e utilizavam adesões a atas de registro de preços para reduzir a competição e manter artificialmente os valores elevados.
De acordo com a PF, também há indícios de pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos para favorecer contratações de interesse do grupo.
A coluna apurou que entre os alvos da ação policial está a GRA Máquinas, representante da fabricante chinesa XCMG em Venâncio Aires (RS).





Entre 2017 e 2026, as empresas investigadas firmaram contratos com o poder público que somam mais de R$ 406 milhões para a venda de 724 máquinas
Material cedido ao MetrópolesOperação Terra Arrasada foi deflagrada nesta quinta
Material cedido ao Metrópolesação Terra Arrasada
Material cedido ao MetrópolesA Justiça Federal determinou o sequestro de imóveis e dos veículos apreendidos até o limite de aproximadamente R$ 14 milhões
Material cedido ao MetrópolesOperação
Nesta fase da operação, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal: oito em Venâncio Aires, um em Santa Cruz do Sul, um em Lajeado, um em Canoas e um em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, além de um em Jacareí, no interior de São Paulo.
A Justiça determinou ainda a suspensão do direito de três empresas investigadas de participar de novas licitações e de firmar contratos com a Administração Pública federal, estadual e municipal.
Os investigados poderão responder pelos crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de capitais.

