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Mineração de baixo carbono avança no Pará

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

A demanda mundial por minerais críticos cresce impulsionada pela expansão das energias renováveis, da mobilidade elétrica e da eletrificação da economia. Nesse cenário, o Brasil reúne algumas das maiores reservas minerais do mundo e tem condições de ampliar sua participação nesse mercado.

O desafio, porém, não se limita ao aumento da produção. A competitividade do setor depende cada vez mais da capacidade de reduzir emissões, recuperar áreas mineradas e agregar valor aos recursos produzidos no país.

É nesse contexto que a Hydro, líder global de alumínio e energia renovável com operações integradas no Pará, vem ampliando investimentos em reabilitação ambiental, inovação e descarbonização. Presente em toda a cadeia de valor do alumínio, atuando desde a extração de bauxita, produção de energia renovável, refino de alumina, produção de alumínio primário e extrusão, a companhia busca ampliar a oferta de soluções de baixo carbono para atender à crescente demanda desse metal estratégico para transição energética.

Reabilitação ambiental

Entre as ações desenvolvidas pela Hydro para um futuro mais sustentável, a reabilitação das áreas mineradas no Pará ocupa um papel central. Desde 2009, mais de 3.750 hectares foram reabilitados na área da Mineração Paragominas, o equivalente a aproximadamente 5.250 campos de futebol. O trabalho segue o compromisso de reabilitação 1:1, ou seja, de reabilitar as áreas disponíveis após a mineração em um prazo de até dois anos.

Em Paragominas, a empresa também concluiu, com 11 anos de antecedência, todas as ações previstas no Projeto de Recomposição de Áreas Degradadas e Alteradas (PRADA). A iniciativa foi realizada em cumprimento ao termo de compromisso firmado com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade. Com isso, a empresa atingiu as metas de recomposição florestal e ecológica previstas junto aos órgãos ambientais paraenses.

Na reabilitação dessas áreas, agora transformadas em reserva legal, a Mineração Paragominas adotou metodologias focadas no restabelecimento do equilíbrio ecológico, como regeneração natural, remoção de fatores de degradação, plantio tradicional de mudas e dispersão de sementes via drone, utilizando espécies nativas ameaçadas de extinção.

Contribuindo para avaliar a evolução da regeneração da vegetação, a área é acompanhada e monitorada pela Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Como medida de prevenção e monitoramento ambiental, a Hydro também utiliza uma ferramenta de verificação de mudanças no uso do solo baseada em imagens de satélite, radar e inteligência artificial (IA), que auxilia na identificação de alterações na paisagem. Complementando esse trabalho, estudos periódicos realizados nas áreas de influência direta confirmam a manutenção da qualidade ambiental, sem alterações identificadas na qualidade do solo e da água.

Essas e outras tecnologias também são utilizadas para monitorar a presença de fauna nas áreas, um importante sinal de eficácia da reabilitação. Até o momento, foram registradas 449 espécies de animais nas áreas reabilitadas, das quais 19 constam em listas de espécies ameaçadas de extinção.

Os resultados orientam a evolução dos programas de reabilitação ambiental e contribuem para a meta global da Hydro de alcançar o conceito de No Net Loss, que busca assegurar que suas operações não provoquem perda líquida de biodiversidade. Para a empresa, conciliar produção mineral, respeito ao meio ambiente, diálogo com as comunidades e desenvolvimento local faz parte da responsabilidade de operar na Amazônia.

Descarbonização da produção

A redução das emissões de carbono é outra frente dos investimentos da Hydro no Pará. Em Barcarena, a Alunorte, considerada a maior refinaria de alumina em planta única do mundo, vem se modernizando para reduzir a intensidade de carbono da produção.

Uma das principais mudanças foi a substituição integral do óleo combustível por gás natural, acompanhada da instalação de três caldeiras elétricas abastecidas com energia proveniente de fontes renováveis. Juntamente com iniciativas de eficiência energética, as medidas permitiram evitar a emissão de cerca de 1,4 milhão de toneladas de gases de efeito estufa.

Os resultados também aparecem nos indicadores da refinaria. Em relação a 2017, a Alunorte reduziu em 33% suas emissões de carbono e passou a operar com intensidade de 0,445 tonelada de CO₂ equivalente por tonelada de alumina produzida, índice inferior à média global da indústria, estimada em 1,285 tonelada.

Outro projeto em expansão são os testes para a substituição gradual do carvão mineral por biomassa a base do caroço de açaí, resíduo abundante na região amazônica. A iniciativa prevê o consumo de 130 mil toneladas do material até o fim de 2026, volume mais de cinco vezes superior ao registrado no início dos testes, em 2023, quando as pesquisas foram iniciadas em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA).

Essas iniciativas integram a meta global da Hydro de reduzir em 30% suas emissões de carbono até 2030, tomando 2018 como ano-base, e alcançar emissões líquidas zero até 2050. Atualmente, a companhia já registra redução de 18,7% nas emissões globais e recebeu o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, principal certificação nacional para inventários corporativos de gases de efeito estufa.

Compromisso de longo prazo

Na Hydro, o compromisso com a produção de alumínio de menor pegada de carbono se traduz em investimentos em recuperação ambiental, redução das emissões e desenvolvimento de tecnologias para tornar suas operações cada vez mais eficientes. Para a companhia, competitividade e responsabilidade ambiental caminham lado a lado, contribuindo para atender à demanda crescente por alumínio na transição para uma economia de baixo carbono.

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