A disputa sobre o futuro quadro financeiro da União Europeia, no valor de trilhões, está lentamente entrando em uma fase crítica, e o chanceler Friedrich Merz está aumentando a pressão diplomática.
Nesta quinta-feira (27), ele recebeu os chefes de governo da Áustria, Dinamarca e Finlândia na Chancelaria, em Berlim, para coordenar uma posição comum entre os chamados contribuintes líquidos da União Europeia. Os chefes de governo da Suécia e dos Países Baixos participaram por videoconferência.
O objetivo é estabelecer linhas vermelhas para as difíceis negociações entre os 27 Estados-membros da União Europeia, assim como com o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia.
A cada sete anos, há uma disputa intensa sobre o próximo quadro financeiro da União Europeia.
Desta vez, os 27 países da União Europeia enfrentam um problema específico: em 2027, haverá eleições em países importantes do bloco, como França, Polônia e Itália. Por isso, um acordo no próximo ano é considerado altamente improvável.
Se não houver um avanço até o fim do ano, a União Europeia poderá entrar em 2028 sem um novo quadro financeiro.
Por isso, Merz, o primeiro-ministro irlandês Micheál Martin, cujo país atualmente ocupa a presidência da União Europeia, e o presidente francês em fim de mandato Emmanuel Macron estão determinados a chegar a um acordo até o fim do ano.
Merz e seus colegas deveriam realizar uma coletiva de imprensa conjunta ainda nesta quinta-feira (27).

