Um eclipse lunar parcial que promete transformar o céu noturno desta quinta-feira (27) será transmitido ao vivo pelo Observatório Nacional em seu canal no YouTube. O fenômeno será visível em todo o Brasil e encobrirá 93% da Lua.
O espetáculo terá início a partir de 23h33.
No entanto, o seu momento máximo vai acontecer por volta de 1h12 da madrugada desta sexta-feira (28).
Assista ao vivo:
O fenômeno trará a chamada “Lua de Sangue”, ou seja, a Lua com uma coloração avermelhada, que poderá ser vista a olho nu em diversas regiões do país.
O eclipse ocorre quando o planeta se posiciona entre o Sol e a Lua, bloqueando parte da luz que chega ao astro. O fenômeno, neste caso, será parcial já que apenas 93% do satélite será coberto pela Terra.

Além da transmissão on-line, o espetáculo poderá ser visto pelos observadores em suas casas. Em entrevista à CNN Brasil, o astrônomo Emerson Roberto Perez afirmou que o ideal é procurar locais com boa visibilidade do céu, e pouca ou nenhuma interferência da iluminação das cidades.
Diferentemente dos eclipses solares, o eclipse lunar pode ser observado a olho nu, sem a necessidade de filtros ou equipamentos de proteção.

Por que a Lua fica vermelha?
A coloração avermelhada ocorre porque a atmosfera da Terra absorve parte das cores da luz solar e refrata outra parte em direção à Lua.
Segundo o astrônomo Emerson Roberto Perez, a parte iluminada da Lua, quando recebe diretamente a luz do Sol, pode atingir temperaturas entre 100 °C e 120 °C. Já a região que não recebe luz solar pode registrar temperaturas abaixo de -100 °C, chegando a cerca de -120 °C.
Durante o eclipse, portanto, a superfície lunar que estiver iluminada pelo Sol deixará de receber essa radiação e poderá sofrer uma queda significativa de temperatura.
“Da mesma forma como a gente observa o Sol avermelhado quando ele está no horizonte, isso acontece porque ele está atravessando uma camada maior de área. Ele deixa de ser, digamos, amarelado e ele fica mais avermelhado, porque a nossa atmosfera espalha essa luz azul”, explica o astrônomo Thiago Gonçalves.

