O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira (26) que não acredita que o líder supremo do Irã esteja morto. “Não acho que ele esteja morto. Ele ficou gravemente ferido”, disse Trump em uma entrevista ao vivo ao programa de rádio do jornalista Glenn Beck.
O líder norte-americano também colocou em dúvida se manifestantes iranianos conseguiriam provocar uma mudança de regime, dizendo que é difícil protestar quando “há pessoas dispostas a atirar em você e matar você”.
Ele afirmou que observadores estão “muito surpresos que as pessoas não estejam reagindo”, mas acrescentou que isso acontece por causa da grave ameaça que os manifestantes enfrentam.
“Mas, você sabe, eles realmente têm atiradores de elite no topo dos prédios, e as pessoas saem para protestar e são atingidas. E eles não precisam atingir muitos, mas quando você vê cinco, seis ou dez pessoas caírem, e você tem 100 mil ou 200 mil pessoas, elas vão embora. Não importa quem você seja; elas vão embora.”
“É muito difícil protestar quando há pessoas dispostas a atirar em você e matar você, e é por isso que elas não estão protestando”, continuou.
Autoridades do governo, incluindo Trump, levantaram em diferentes momentos da guerra a possibilidade de uma mudança de regime. Mas também afirmaram que esse não era o objetivo das operações americanas. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, disse na segunda-feira (24) que soldados iranianos deveriam questionar sua liderança militar e sugeriu que eles poderiam agir para derrubar o governo em Teerã.
Visita de Ratcliffe a Moscou foi ‘semirotineira’ e não teve como objetivo alertar Putin contra ataque ao território da Otan
O presidente Trump disse que a visita do diretor da CIA a Moscou nesta semana foi “semirotineira” e não teve como objetivo alertar o presidente russo, Vladimir Putin, contra um ataque ao território da Otan.
“Ele está lá, você sabe, de uma maneira muito, meio que semirrotineira”, disse Trump a Glenn Beck em uma entrevista por telefone. “Eu odeio decepcionar as pessoas. Gostaríamos de ver a guerra na Ucrânia terminar.”
Beck perguntou a Trump se John Ratcliffe estava visitando Moscou para manifestar preocupações sobre possíveis planos russos contra o território da Otan. Avaliações recentes das agências de inteligência dos Estados Unidos e da Europa alertaram que Putin poderia ordenar uma incursão limitada para testar a determinação da aliança.
Mas Trump disse que esse não era o objetivo da visita, nem que ela tinha como finalidade pedir a ajuda da Rússia para reabrir o Estreito de Ormuz.
“John Ratcliffe é um cara fantástico. Ele é o diretor da CIA e não está lá por nenhuma das coisas que você mencionou”, disse Trump. “Agora, alguma coisa pode surgir, você sabe, disso. Estamos trabalhando muito para acabar com essa guerra [na Ucrânia] e, francamente, os dois querem que ela termine neste momento.”
Trump volta a culpar Biden pela visão negativa dos americanos sobre a economia
O presidente Donald Trump foi questionado sobre como os republicanos deveriam abordar a economia antes das eleições de meio de mandato. Mais uma vez, ele desviou o assunto para culpar o ex-presidente Joe Biden, dizendo que “herdou uma bagunça de muitas maneiras”.
“O governo Biden foi um governo ruim — foi um governo incompetente, mas eu herdei preços altos”, disse Trump ao apresentador de rádio Glenn Beck. “E então, desde o primeiro dia, eles começaram a usar a palavra ‘acessibilidade’. Eles olharam para mim, ‘acessibilidade’; era uma palavra nova, ninguém nunca tinha ouvido a palavra.”
Trump tem tentado consistentemente atribuir aos democratas a visão negativa dos americanos sobre a economia, ao mesmo tempo em que minimiza o aumento do custo de vida. Em maio, ele disse a repórteres que não pensa “nem um pouco” nas dificuldades financeiras dos americanos ao negociar com o Irã em meio aos preços elevados dos combustíveis.
“Eu não penso na situação financeira dos americanos”, disse na época. “Não penso em ninguém. Penso em uma coisa: não podemos deixar o Irã ter uma arma nuclear.”
Na entrevista a Beck na quarta-feira, ele reconheceu um aumento nos preços durante a guerra com o Irã, mas afirmou que a guerra de seis meses “vai terminar em breve”. No início da guerra, ele havia dito que o conflito duraria de quatro a seis semanas.
Em uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada no início desta semana, apenas 29% dos eleitores registrados entrevistados disseram aprovar a atuação de Trump na economia, enquanto 66% afirmaram desaprovar.
Trump diz que deixou instruções para atacar Irã caso seja assassinado

