Kimi Antonelli foi um dos grandes destaques da primeira metade da temporada 2026 da Fórmula 1. Aos 19 anos, o italiano fez história ao se tornar o piloto mais jovem a assumir a liderança do campeonato após apenas três etapas — posto que não perdeu desde então.
Com 242 pontos, o piloto da Mercedes segue na ponta da tabela do Campeonato de Pilotos.
Mas, enquanto constrói a própria história na Fórmula 1, Antonelli também mantém uma forte ligação com um dos maiores nomes que já passaram pela categoria. Fã declarado de Ayrton Senna, o italiano não esconde a admiração pelo brasileiro, que se tornou uma de suas principais referências dentro e fora das pistas.
A relação com o tricampeão mundial vai além da inspiração. Antonelli guarda em sua coleção um autógrafo original de Senna, assinado em 1984, justamente no ano em que o brasileiro estreou na Fórmula 1.
“Esse é um autógrafo original do meu ídolo, que é Ayrton Senna”, disse Antonelli ao mostrar o objeto durante entrevista à GQ Itália.
“Um amigo muito querido, Pedro, me deu de presente. Foi um presente maravilhoso dele, e é realmente um autógrafo original assinado por Ayrton. Se não me engano, é de 1984. Meu ídolo é e acredito que sempre será Ayrton. Crescendo e assistindo à Fórmula 1, posso garantir que ele foi um dos pilotos que me inspiraram na infância“, explicou.

Homenagens para Senna
A escolha do número 12 também reforça a admiração de Antonelli por Ayrton Senna. O italiano adotou a numeração em referência ao brasileiro, que utilizou o 12 em momentos importantes da carreira, incluindo a primeira vitória na Fórmula 1, em 1985, e a conquista do primeiro título mundial, em 1988.
A homenagem ao ídolo também já apareceu nas pistas: em Ímola, Antonelli correu com um capacete especial dedicado a Senna. Durante sua passagem pelo Brasil para o Grande Prêmio de São Paulo, o piloto ainda visitou o túmulo do tricampeão mundial.

Comparações com o tricampeão mundial
Também entrevistado pela GQ, Toto Wolff, chefe de equipe da Mercedes, exaltou o jovem piloto e comparou a capacidade mental de Antonelli com a de Senna.
“Quando ele entra no modo de corrida, fica completamente absorto. Às vezes você fala com ele pelo rádio e ele nem te ouve porque está imerso em seu próprio mundo. Às vezes, assim que sai do carro após uma sessão ou uma corrida, ele parece ausente. É como se ele precisasse se recalibrar e, aí, Kimi está de volta ao planeta terra”, relatou Wolff.
“É fascinante. Não quero fazer comparações com Senna, mas, assim como ele, Kimi tem essa dupla dimensão“, acrescentou.
Agora, com 20 anos, Antonelli segue em busca de um objetivo: se tornar o campeão mais jovem da Fórmula 1. O próximo compromisso do italiano é no Circuito de Park Zandvoort, no Grande Prêmio da Holanda, que acontece neste domingo (23).
“Senna é uma inspiração para mim”, diz Bortoleto em entrevista à CNN

