Após o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, ameaçar com novas sanções contra países com laços com o Irã, o principal negociador, Mohammad Bagher Ghalibaf, argumentou que os EUA não têm condições econômicas para restringir suas relações com outros países.
“Os americanos sabem que ninguém acredita em suas bravatas. Economicamente, os Estados Unidos não têm condições de restringir ainda mais suas relações com outros países”, disse Ghalibaf nesta segunda-feira (24).
Ghalibaf, presidente do parlamento iraniano, escreveu em uma publicação no X que “os parceiros comerciais do Irã declararam — tanto publicamente na mídia quanto em mensagens enviadas a nós — que não atribuem importância a essas declarações“.
A agência de notícias semioficial Tasnim, do Irã, citou uma fonte sênior da inteligência iraniana afirmando que as novas medidas americanas visavam principalmente influenciar a opinião pública, e não impor novas restrições significativas.
A fonte disse que as medidas foram “baseadas exclusivamente no plano da equipe de mídia de Trump” e tinham como objetivo aumentar a “pressão psicológica sobre o povo iraniano”, acrescentou a Tasnim, sem revelar a identidade da fonte.
Novas sanções americanas
Em um novo esforço para aumentar a pressão sobre Teerã, o governo Trump anunciou, nesta segunda-feira (24), que expandiu as categorias de “condutas relacionadas ao Irã” pelas quais os EUA poderão aplicar sanções no futuro.
As novas sanções incluem penalidades que abrangem setores como ativos digitais, tecnologia e transporte marítimo, dos quais o Departamento do Tesouro determinou que o Irã depende para sustentar sua economia.
Apesar da promessa de Bessent de um “Dia D econômico” para o Irã, os EUA evitaram impor as maiores sanções que haviam ameaçado.
Em vez disso, o governo afirmou que trabalhará com “parceiros ao redor do mundo” para encerrar suas atividades ligadas ao Irã.
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