As eleições deste ano contam com candidatos de 19 países de acordo com o banco de dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Dos 241 nomes levantados a partir da Justiça Eleitoral, 208 são declarados brasileiros naturalizados e com cidades brasileiras como local de nascimento, enquanto sete se identificam como estrangeiros e dois são portugueses com igualdade de direitos.
O restante pertence a outro grupo que apontou localidades estrangeiras como região de nascimento no cadastramento da candidatura. Dentre os lugares citados, estão cidades de países como Colômbia, Estados Unidos, Colômbia e França.
O país de origem com mais candidatos é Portugal, com cinco nomes, seguido por Síria e Peru, com 3 cada, e em quarto lugar aparecem Itália, Bolívia e China, cada nação com dois candidatos.
Para concorrer a um cargo político no Brasil, é necessário ser brasileiro nato ou naturalizado, com exceção dos postos de presidente e vice-presidente da República, que permitem apenas cidadãos natos do país.
Outro ponto de exceção na regra diz respeito a senadores e deputados federais naturalizados, que não podem assumir as presidências das Casas.
Apesar de constarem os nomes das cidades e nacionalidades como estrangeiras nos cadastros do TSE, cabe à Corte averiguar as documentações dos candidatos e solicitar retificações, caso necessário, o que pode alterar o número total.
Confira a lista dos países e cidades mencionados pelos candidatos:
- Argentina (Buenos Aires);
- Bélgica (Bruxelas);
- Bolívia (La Paz e Santa Cruz de La Sierra);
- Cisjordânia* (Ramala);
- China (Dongguan e Pequim);
- Colômbia (Bogotá);
- Coreia do Sul (Seul);
- Cuba (Havana);
- Estados Unidos (Washington);
- França (Paris);
- Haiti (Perches);
- Itália (Parma e Roma);
- Líbano (Beirute);
- Peru (Iquitos e Lima);
- Portugal (Lisboa e Porto);
- Senegal (Dacar);
- Síria (Damasco e Makabara);
- Suíça (Zurique);
- Taiwan (Taipe);
- Togo (Lomé).
*A Cisjordânia não é considerada um país, mas sim um território que compõe a região da Palestina.

