A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de Cláudio Rafael Landeiro, de 37 anos, brutalmente espancado em Copacabana, na zona Sul da capital carioca, após uma falsa acusação de roubo de bicicleta.
A pedido da Polícia Civil, a CIVITAS Rio (Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública da Prefeitura do Rio de Janeiro) analisou imagens de diferentes equipamentos municipais para reconstituir a dinâmica do caso.
As câmeras da prefeitura mostram que a vítima foi agredida por um segurança de um restaurante e por um grupo de entregadores. Cláudio chegou a ser socorrido ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, mas não resistiu e morreu em decorrência de traumatismo craniano e hemorragia interna. O caso segue sob investigação na 12ª DP (Copacabana).
Veja abaixo as imagens e a cronologia do caso
O relatório apresentado pela Civitas mostra que a ocorrência começou às 22h54 de uma terça-feira, dia 11 deste mês.
Conforme as imagens, Cláudio chegou com a bicicleta em uma farmácia na esquina das ruas Barata Ribeiro e Belford Roxo, em Copacabana. Dois minutos depois, ele entra no estabelecimento. Pessoas que estavam na região teriam suspeitado do ciclista e acionaram seguranças da rua.
Às 23h56, Cláudio é visto sendo abordado por dois homens que tentam pegar o veículo dele na mesma rua. Nesse momento, já começam as primeiras agressões.
É possível ver que os agressores pegam a bicicleta de Cláudio e seguem com as agressões. Em determinado momento, um deles vai até o comércio e pega um pedaço de madeira para golpear a vítima.
Parte das agressões ocorreram em um ponto cego das câmeras da prefeitura, porém, a partir de outros pontos da região, foi possível recriar a movimentação.
De acordo com informações da polícia, Cláudio foi abordado por um segurança de um restaurante na rua Barata Ribeiro. Na sequência, chegaram os entregadores, que ajudaram a levar a vítima para a rua Felipe de Oliveira, onde ele foi agredido.
Prisões
O segurança Davi Santos Machado se entregou na quinta-feira (20). Antes de ser preso, ele prestou dois depoimentos. Na primeira vez, negou participação nas agressões. Em seguida, admitiu envolvimento.
Jorge Luiz, que era segurança particular, foi preso após se apresentar na delegacia também na quinta. Segundo o delegado Ângelo Lages, ele estava no local durante o episódio, mas não participou diretamente das agressões.
Já Felipe Eduardo dos Santos Silva é um dos dois homens que aparecem no vídeo carregando bolsas de entregadores de aplicativo. Ele se entregou aos policiais na sexta-feira (21). Na noite do mesmo dia, Ailton José da Silva, apontado como o último foragido, foi localizado e preso na Tijuca, na zona Norte do Rio.
*Sob supervisão de Carolina Figueiredo

