Uma mulher de 35 anos foi acusada em conexão com um plano para usar um dispositivo explosivo para atacar o Capitólio do Estado de Nova York, informaram autoridades americanas nesta quinta-feira (20).
Jessica Bowie foi presa na quarta-feira (19) e acusada de uma infração: tentativa de fornecer apoio material ou recursos a uma organização terrorista estrangeira designada, o ISIS (Estado Islâmico), disse John Sarcone, primeiro procurador-assistente dos Estados Unidos para o Distrito Norte de Nova York.
“Bowie planejava usar um dispositivo explosivo para atacar o Capitólio do Estado de Nova York e os senadores estaduais de Nova York”, disse ele.
A mulher jurou lealdade ao ISIS por meio de várias gravações de áudio e realizou vigilância no Capitólio pelo menos cinco vezes, tirando dezenas de fotos, disse Craig Tremaroli, agente especial do FBI (Departamento Federal de Investigação) responsável pelo escritório regional de Albany.
Segundo Tremaroli, a acusada comprou uma arma de uma “fonte humana confidencial”, dizendo que pretendia usar a arma de fogo “contra qualquer agente da lei que tentasse detê-la”, afirmou Tremaroli.
Bowie havia dito que queria “destruir a maior parte possível do prédio e matar os senadores enquanto estivessem reunidos”, segundo o agente, que citou a denúncia criminal.
Ela teria “providenciado a confecção de um dispositivo explosivo para realizar esse ataque, chegando a comprar pessoalmente vários dos materiais necessários”, disse Tremaroli.
Bowie foi radicalizada online e “disseminou mensagens de ódio e violência contra o povo americano”, disse Sarcone.
A acusação contra Bowie prevê uma pena máxima legal de 20 anos de prisão, multa de até US$ 250.000 e um período vitalício de liberdade supervisionada, de acordo com o procurador.
“O suposto plano da Sra. Bowie era grave. Era perigoso e, graças às parcerias na Força-Tarefa Conjunta de Contraterrorismo do FBI, foi frustrado”, disse Tremaroli.
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