O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL), disse nesta terça-feira (18), em entrevista à Rádio Itatiaia, que usará em sua campanha eleitoral imagens de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, dentro dos limites legais.
“O presidente Bolsonaro vai estar sempre em todos os segundos da minha campanha, no meu coração, na minha cabeça, do meu lado. É uma pessoa que para mim é a referência de vida, é a referência profissional. […] O jurídico (da campanha) vai me dar o limite até onde eu posso usar a imagem do presidente Bolsonaro e de que forma. Vou usar no limite do que a legislação permitir“, afirmou o candidato.
Jair Bolsonaro está em prisão domiciliar, cumprindo pena por tentativa de golpe de Estado, e proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de receber visitas com cunho político e de se manifestar durante o período eleitoral.
O debate sobre o uso de imagens de Bolsonaro na campanha de seu filho se intensificou após a exibição de um vídeo do ex-presidente gerado com inteligência artificial durante convenção do PL. Na ocasião, o Partido dos Trabalhadores enviou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma ação contra a campanha de Flávio questionando se o vídeo violaria as proibições de Bolsonaro.
O TSE reunirá seus ministros ainda hoje para discutir o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026 e esclarecer o alcance das regras sobre deepfakes na campanha eleitoral. A decisão do encontro deverá impactar diretamente o julgamento do caso da campanha de Flávio pelo vídeo com IA de Bolsonaro.
A campanha de Flávio nega irregularidades e argumenta que o público foi informado de que o vídeo havia sido produzido com inteligência artificial.
Na entrevista à Itatiaia, o senador ainda criticou as proibições do ministro de Alexandre de Moraes em relação à prisão domiciliar do ex-presidente.
“Você sabe que até na Itália de Mussolini, que é um o símbolo desse nefasto período do fascismo que o mundo passou, até lá os presos podiam se comunicar por carta. […] Aqui o atual relator do processo dele, que é o Alexandre de Moraes, ele não permite que o presidente Bolsonaro sequer se comunique por carta, proíbe a visita de seus filhos, enfim, proíbe tudo”, disse o senador.

