A mudança no tempo prevista para o Sul do Brasil nesta semana não deve terminar com a passagem de um ciclone extratropical. Depois da formação do sistema entre quarta (19) e quinta-feira (20), uma frente fria avançará pelo país acompanhada de uma massa de ar polar, provocando queda nas temperaturas e deixando o fim da semana mais frio principalmente no Sul e em parte do Sudeste.
De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), diversas áreas do Brasil começaram esta semana com tempo firme e temperaturas elevadas em boa parte do território, mas a chegada de uma nova frente fria mudará esse cenário no decorrer dos próximos dias.
A mudança começa a ser percebida na quinta-feira (20) na região Sul. Segundo o Inmet, as mínimas devem ficar próximas de 10°C em Santa Catarina e no leste do Paraná, enquanto o sul do Rio Grande do Sul pode registrar valores em torno de 8°C. Além da redução das temperaturas mínimas, as máximas também devem cair. No norte do Paraná, por exemplo, não devem passar de 30°C.
O cenário muda ainda mais na sexta-feira (21). O Inmet prevê mínimas próximas de 5°C no sul do Paraná e no centro-leste de Santa Catarina, sobretudo nas áreas de serra. As máximas ficam restritas ao extremo norte paranaense e devem chegar a aproximadamente 25°C, representando uma redução significativa em relação ao início da semana.
A previsão também indica que o frio não será um fenômeno isolado no Sul.
A virada deve chegar ao Sudeste depois de uma sequência de dias marcados por temperaturas mais elevadas. O informativo do Inmet aponta que a região permanece influenciada por uma massa de ar quente e seco durante boa parte da semana, com máximas elevadas principalmente à tarde. Em São Paulo, por exemplo, as temperaturas podem chegar a 35°C no oeste do estado na segunda e terça-feira. Na quarta-feira (19), as máximas ainda podem alcançar 34°C na mesma região.
A mudança ocorre gradualmente a partir da quinta-feira, quando a frente fria se aproxima. Na sexta, o avanço do sistema pela costa deverá influenciar as temperaturas, embora as máximas ainda possam chegar a cerca de 32°C em áreas de Minas Gerais e na divisa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo.
O Inmet também prevê que, a partir de domingo (23), a passagem de uma frente fria pelo oceano poderá favorecer chuva fraca e isolada em trechos do litoral de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em Minas Gerais, a previsão é de tempo firme ao longo dos sete dias analisados no boletim.
Já no Centro-Oeste, uma massa de ar seco mantém as tardes quentes, com máximas que podem chegar a 40°C em áreas de Mato Grosso. Na sexta-feira, porém, o avanço da frente fria já deverá levar as mínimas para perto de 10°C no sul de Mato Grosso do Sul.
No Nordeste, o contraste também permanece. Enquanto áreas do interior registram temperaturas elevadas, o sul da Bahia poderá ter mínimas próximas de 11°C na quinta-feira.
No Norte, por outro lado, o calor continua predominando, com máximas que podem alcançar 40°C ou mais em pontos do Amazonas e do Tocantins.
Vento acompanha
A queda de temperatura não será o único efeito da passagem da frente fria. O contraste entre a massa de ar quente que estará sobre parte do país e o ar polar que avançará na sequência também favorecerá ventos fortes.
A previsão da Climatempo indica que, na quinta-feira (20), as instabilidades se espalharão pelo Sul e alcançarão o sul de Mato Grosso do Sul. Fora do Rio Grande do Sul, o principal ponto de atenção será o vento, com possibilidade de rajadas superiores a 70 km/h de forma pontual, especialmente no oeste de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Na sexta-feira (21), mesmo com o sistema avançando em direção ao Sudeste, ainda há previsão de rajadas fortes e possibilidade de transtornos entre São Paulo e Rio de Janeiro.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o Inmet prevê que o sistema se desloque em direção ao oceano na sexta-feira, mantendo uma condição mais ventosa na faixa leste dos dois estados. As rajadas devem variar entre 40 e 60 km/h, com possibilidade de valores maiores pontualmente, e essa condição poderá persistir ao longo do sábado (22).
Boletim aponta El Niño “muito forte” e maior risco de desastres no Brasil

