As Lojas Marabraz, uma das redes de móveis e eletrodomésticos mais conhecidas do Estado de São Paulo, originária de uma família libanesa que iniciou seu negócio em 1950, protocolou ontem pedido de recuperação judicial.
De acordo com a petição encaminhada à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Estado de São Paulo pelo escritório Campana Pacca, o pedido foi feito em caráter de urgência e envolve dívidas da ordem de R$ 140 milhões.
O documento mostra que, para além dos efeitos da alta persistente do juro, os problemas da Marabraz derivam ainda de disputas societárias e familiares.
A petição afirma que, historicamente, a família captava recursos junto ao mercado financeiro para expansão e exercício de suas atividades, intensas em capital de giro, dando em garantia ativos e especialmente imobiliários.
Mas em meio às disputas, os administradores responsáveis pela condução da atividade empresarial deixaram de exercer controle sobre as sociedades titulares do patrimônio imobiliário, de modo que o grupo Marabraz não mais tivesse essas garantias e comprometendo a renovação de linhas existentes, a contratação de novas operações e a manutenção das condições de crédito.
A rede Marabraz chegou a ter 135 lojas distribuídas pela Região Metropolitana de São Paulo, Baixada Santista, Vale do Paraíba e interior do Estado.
Outros fatores que contribuíram para a sua crise e que atingiram vários varejistas do mesmo segmento são a retração do consumo, o aumento da inadimplência e as transformações decorrentes da digitalização do comércio.
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