O Osasco Voleibol Clube se manifestou por meio de nota oficial na noite desta sexta-feira (14) após a polêmica decisão tomada pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei). A entidade anunciou que vai seguir a política do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a elegibilidade de atletas para as competições da categoria feminina nos torneios nacionais, de quadra e praia.
Sendo assim, as jogadoras passarão por testes de gênero, de modo que a participação nos torneios femininos de vôlei organizados pela entidade será limitada exclusivamente às atletas do sexo biológico feminino. As competidoras devem apresentar teste genético negativo para o gene SRY (em inglês, Sex-determining Region Y), que atua como desencadeador do desenvolvimento masculino.
A oposta Tifanny Abreu, do Osasco, tem o futuro no esporte indefinido após a decisão da CBV. Ela é a primeira atleta transgênero na elite do vôlei brasileiro. O Osasco afirmou no comunicado que foi pego de surpresa com o anúncio da CBV, demonstrou todo o apoio a Tifanny Abreu e informou que tomará as medidas jurídicas que forem necessárias.
“O Osasco São Cristóvão Saúde informa que foi surpreendido hoje com a informação da nova Política de Elegibilidade para a Categoria Feminina, publicada nesta sexta-feira (14), pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV). Tal política foi elaborada sem qualquer participação ou opinião prévia do clube. A decisão impacta diretamente a atleta Tifanny Abreu, que veste a camisa do clube desde 2021 e construiu uma trajetória marcante dentro e fora de quadra”, disse a equipe.
“Diante disso, o clube, junto com seu departamento jurídico, está avaliando a normativa publicada para definição dos próximos passos. O clube reafirma seu integral apoio a Tifanny neste momento e reforça seu compromisso permanente com o respeito e a valorização de todas as pessoas que fazem parte da sua história”, encerrou o Osasco.
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