O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou nesta sexta-feira (14) sobre o governo brasileiro ter iniciado o processo de reciprocidade contra as tarifas dos Estados Unidos.
“Ontem, entramos com lei da reciprocidade para a gente mostrar que a gente não é pouca coisa“, disse Lula em entrevista aos podcasts As Cunhãs e Não Inviabilize.
Sobre possíveis consequências do processo de reciprocidade, Lula disse estar “tranquilo”.
“Nós [povo brasileiro] nos respeitamos, estou muito tranquilo sabendo o que pode acontecer, estou preparado para debater a defesa do Brasil em qualquer lugar do mundo“, acrescentou.
Em 22 de julho, os EUA aplicaram uma tarifa de 25% contra certos produtos brasileiros, oriunda de uma investigação do USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) práticas comerciais consideradas injustas.
As tarifas aplicadas pelos EUA são adicionais às alíquotas já existentes, ou seja: um produto que atualmente paga 5% de imposto de importação passará a pagar 30%, somando a tarifa regular aos 25% adicionais.
A abertura do processo de reciprocidade, no entanto, não significa a aplicação imediata das medidas de defesa comercial.
O processo é longo e pode passar por diversas fases. Na prática, a legislação prevê a possibilidade de o Brasil oferecer o mesmo tratamento dado à ele, seja no âmbito comercial, na concessão de vistos, na área econômica, diplomática ou a qualquer ação estrangeira que, segundo o governo, “impactem negativamente a competitividade internacional brasileira.”
O presidente ainda voltou a atribuir as tarifas ao secretário americano Marco Rubio, afirmando que disse ao presidente dos EUA, Donald Trump, que Rubio não gosta do Brasil.
“É que eu acho que não é ele [que coloca taxa]. Ele [Trump] sabe que não gosto das pessoas que estão fazendo isso. Já falei para ele que o secretário de Estado dele não gosta do Brasil e da América Latina“, declarou.

