A sequência de “Barbie”, filme que se tornou fenômeno em 2023, está ameaçada por conta de uma disputa salarial entre a equipe criativa e a Warner Bros., segundo informações da revista norte-americana Variety. As negociações envolvem a diretora e co-roteirista Greta Gerwig, o co-roteirista Noah Baumbach, e os protagonistas Margot Robbie e Ryan Gosling.
De acordo com a publicação, o CEO da Warner Bros. Discovery, David Zaslav, se opôs às exigências financeiras consideradas muito altas pela equipe. O estúdio teria apresentado mais de seis propostas ao longo dos últimos três anos, mas todas rejeitadas.
A oferta mais recente foi feita em junho e, segundo fontes ouvidas pelo site, é a maior já apresentada por uma equipe de produção e seus principais astros.
Entre as exigências estariam aumentos nos cachês iniciais e participações maiores nos lucros. A exceção seria Baumbach, que estaria negociando apenas um aumento no pagamento inicial.
Gosling, que recebeu uma indicação ao Oscar por interpretar Ken no primeiro filme, estaria pedindo US$ 20 milhões (cerca de R$ 100 milhões) para retornar ao papel. Já Robbie, gostaria de US$ 50 milhões (aproximadamente R$ 260 milhões) entre salário e participação nos lucros, para voltar a dar vida à boneca mais famosa do mundo.
No ano de lançamento, “Barbie” entrou para o ranking das 20 maiores bilheterias da história, atingindo a marca de US$ 1.440.609.185 (R$ 7,1 bi) de arrecadação e ocupando o 14º lugar na lista.
A produção levou milhares de pessoas aos cinemas — sendo apontada como uma possível salvação da indústria cinematográfica ao lado de “Oppenheimer“.
Até o momento, não há confirmação oficial de que “Barbie 2” tenha recebido sinal verde ou de que as negociações tenham chegado ao fim. No entanto, o estúdio tem cerca de quatro meses para firmar novo contrato antes que os direitos de Barbie retornem à Mattel.

