O potencial do vinho como impulsionador do turismo e do desenvolvimento das regiões produtoras estará no centro dos debates do I Fórum de Enoturismo e Gastronomia das Américas, que será realizado nos dias 12 e 13 de agosto, em São Paulo.
O evento reunirá representantes de governos, produtores, entidades internacionais, chefs, sommeliers e profissionais do setor para discutir como o enoturismo pode gerar emprego, renda e valor agregado às cadeias produtivas do campo.
O projeto tem colaboração da ONU Turismo e do Ministério do Turismo do Brasil.
Nove vinícolas e grupos brasileiros já estão confirmados na exposição e degustação de vinhos.
Segundo Malu Sevieri, gerente de operações do Fórum, o Rio Grande do Sul permanece como a principal referência histórica do enoturismo no país, mas outras regiões brasileiras vêm ampliando investimentos, estruturando novas experiências turísticas e fortalecendo a integração entre vinho, gastronomia, hospedagem e cultura local.
“A própria participação no Fórum demonstra que o enoturismo brasileiro já se estende para além do Rio Grande do Sul, com projetos e produtores de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco e Distrito Federal. O Fórum nasce justamente para fortalecer essa presença, promover a integração entre os destinos das Américas e estimular políticas públicas, investimentos e a promoção internacional das regiões produtoras brasileiras”, afirma.
A expansão do setor acompanha o crescimento do mercado global. Segundo estudo da Persistent Market Research, o enoturismo deverá movimentar US$ 138,4 bilhões até 2033, com crescimento médio anual de 13%.
Para Heitor Kadri, diretor da ONU Turismo, a integração entre governos, setor privado, academia e produtores pode aumentar a competitividade dos destinos e criar experiências turísticas de maior valor agregado.
Na avaliação de Christian Burgos, CEO da Inner Editora e publisher da revista ADEGA, o enoturismo deixou de ser apenas uma atividade complementar das vinícolas.
“O enoturismo hoje representa uma parte importante da estratégia e sustentabilidade dos produtores de vinho, combinando nova linha de receita, promoção de marca, fidelização e impulso exportador, além de alavancar o desenvolvimento das regiões produtoras”, destaca.
Um dos destaques do encontro será o lançamento do Guia ADEGA de Rotas de Vinhos das Américas, desenvolvido em parceria com a ONU Turismo. A publicação reunirá roteiros, vinícolas e atrações de diferentes países e será distribuída em português, espanhol e inglês.
Segundo os organizadores, a proposta é consolidar uma agenda permanente de integração entre turismo, gastronomia e produção agrícola, fortalecendo o papel dos produtos de origem como atrativos turísticos e instrumentos de desenvolvimento regional.
Além da vitivinicultura, a programação também vai abordar outros produtos que têm ganhado espaço nas rotas turísticas e gastronômicas, como café, queijos, azeites e chocolate. A ideia é ampliar as oportunidades para produtores rurais e valorizar as cadeias produtivas associadas à gastronomia e ao turismo.
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Sobre a ONU Turismo
A ONU Turismo (UN Tourism) é a agência especializada das Nações Unidas responsável pela promoção de um turismo responsável, sustentável e acessível
em escala global. Com sede em Madri e escritórios regionais nas Américas, a organização atua no fortalecimento de destinos, na cooperação entre governos e na valorização de ativos como a gastronomia e o enoturismo como vetores de desenvolvimento econômico, geração de emprego e preservação de identidades culturais nos territórios.
Sobre a ADEGA
Fundada em 2005, a ADEGA está há mais de 20 anos no mercado e é a maior publicação sobre vinhos do Hemisfério Sul, além de afiliada da ONU Turismo. Há 18 anos publica guias de referência do setor. Em 2019, lançou a ProWine São Paulo, hoje a maior feira profissional de vinhos fora da Europa — consolidando o histórico do grupo na organização de eventos e conteúdo para o setor vitivinícola.

