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Jornalistas da CNN analisam debates estaduais; veja os destaques

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Jornalistas da CNN analisam debates estaduais; veja os destaques

Os jornalistas da CNN Brasil acompanharam o primeiro debate entre candidatos aos governos estaduais, realizado neste domingo (9), e pontuaram que temas como segurança pública, corrupção e educação protagonizaram as discussões.

O debate entre os candidatos aos governos estaduais foi transmitido pela TV Bandeirantes e realizado em 11 estados, entre eles São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Ceará e também no Distrito Federal.

Portanto, veja as análises dos analistas da CNN Brasil:

São Paulo

No primeiro debate de 2026 entre Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição ao governo de São Paulo, e Fernando Haddad (PT), ex-ministro da Fazenda que volta a concorrer ao Palácio dos Bandeirantes, segurança pública, qualidade da educação, serviços concessionados de saneamento e transportes foram temas colocados em discussão.

Segundo o analista Pedro Venceslau, sem outros postulantes na bancada, o confronto permitiu um embate direto, propositivo e com cara de 2º turno.

“Apesar do choque de números, dados e das posições contraditórias, o tom foi respeitoso e apenas tangenciou a polarização nacional entre Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”, escreveu.

O analista Iuri Pitta ainda citou que, mesmo em momentos de maior tensão, quando Tarcísio citou a presença de Haddad em um palco no qual também estava uma mulher ligada ao tráfico de drogas, o petista soltou um “baixa essa bola”, mas a poeira de fato passou.

“Para quem viu cadeirada, agressão e xingamentos no nível da disputa paulistana em 2024, o debate deste domingo não fez corar nenhum pai de família em pleno Dia dos Pais”, escreveu.

A relação institucional entre os governos federal e paulista esteve no centro dos primeiros blocos.

“Como já fazia quando ministro, Haddad voltou a cobrar gratidão de Tarcísio em relação a Lula em projetos como o túnel Santos-Guarujá. O governador apontou ‘falso republicanismo’ dos petistas e não titubeou, na primeira menção a [Jair] Bolsonaro feita em tom de provocação pelo adversário, ao mandar um abraço e dizer que sempre será grato ao ex-presidente”, conclui Pitta.

Rio de Janeiro

A analista Jussara Soares pontuou que a ausência de Paes o tornou alvo dos adversários. Enquanto isso, o presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), Douglas Ruas, candidato do PL, passou todo o programa tentando se desvincular do ex-governador Cláudio Castro e de Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Casa Legislativa fluminense, que está preso.

“O púlpito vazio de Paes foi explorado ao longo de todo o debate. [André] Marinho chamou o adversário de ‘fujão’ e ‘homem de geleia’ e chegou a imitá-lo durante uma resposta sobre saúde”, escreveu. “[Anthony] Garotinho questionou o patrimônio declarado pelo ex-prefeito e ironizou a ausência do adversário ao dizer que ele poderia explicar como mantém os filhos estudando em Nova York.”

“O presidente da Alerj, chamado por Siri de ‘pupilo’ de Bacellar e Castro, evitou responder diretamente sobre seus vínculos políticos”, acrescentou.

Maior preocupação no estado, a segurança pública foi o principal tema do debate. Cada candidato apresentou sua proposta para a segurança do estado.

Outros temas, como saúde, educação e mobilidade urbana, tiveram espaço menor.

Bahia

De acordo com o analista Gustavo Uribe, o debate eleitoral na Bahia priorizou uma discussão sobre propostas para o combate à violência e promessas de parcerias com o governo federal, sobretudo em uma eventual reeleição do presidente Lula.

“O presidente petista, aliás, foi um dos protagonistas no debate baiano. Na Bahia, Lula teve, em 2022, larga vantagem sobre o então presidente Jair Bolsonaro, do PL, na disputa ao Palácio do Planalto”, escreveu.

O nome do senador Jaques Wagner (PT-BA), investigado pela Polícia Federal no âmbito do escândalo do Banco Master, só foi mencionado três vezes.

“Em todas elas, pelo candidato petista (Jerônimo Rodrigues) para agradecer o apoio do congressista, sem citar as suspeitas de irregularidades.”

Distrito Federal

Segundo a analista Isabel Mega, a sucessora de Ibaneis Rocha (MDB) no comando do Distrito Federal, a governadora Celina Leão (PP), foi escolhida como o principal alvo dos adversários.

Na berlinda durante três blocos, estiveram a situação financeira dos cofres do GDF e as relações escusas do BRB (Banco de Brasília) com o Banco Master, de Daniel Vorcaro, que deixaram um rombo com valores ainda imprecisos, mas que podem chegar a cerca de R$ 8,8 bilhões.

“O assunto pressionou Celina, que tentou se vacinar logo na largada, antes mesmo de ser perguntada, ao dizer que herdou uma grave crise do BRB, que não participou da operação com o Banco Master e que foi contrária à época”, escreveu.

Ceará

No primeiro debate como candidatos ao governo do Ceará, Ciro Gomes (PSDB) e Elmano de Freitas (PT) deixaram claro que têm estratégias diferentes para o confronto nas urnas, segundo a analista Tainá Falcão.

“O petista buscou nacionalizar a eleição e colar no adversário a pecha de bolsonarista. Ao se referir a Ciro como ‘Cironaro’, Elmano demonstrava que usaria na disputa estadual vantagens que enxerga em ser um candidato com palanque à Presidência”, escreveu.

“Ciro Gomes nem criticou diretamente o presidente tampouco fez a defesa de Jair Bolsonaro e aliados (PL). A estocada foi direcionada a Elmano, buscando voltar o debate às questões e diferenças locais.”

Entre os assuntos do debate, a seara da segurança pública foi a mais ruidosa, com Ciro apontando as deficiências da inteligência policial e Elmano devolvendo com a chegada do Comando Vermelho (CV) ao estado em 1993, quando Ciro era governador.

“Ao fim, o debate deixou paralelas duas eleições possíveis no Ceará: uma está nacionalizada, com Elmano e Lula; outra tem Ciro e sua própria biografia.”

Rio Grande do Sul

O debate no Rio Grande do Sul teve como foco a discussão de questões regionais, como educação, saúde, enchentes, infraestrutura, segurança pública e dívidas do estado.

“A gestão do governador Eduardo Leite, personificada no candidato que é também vice-governador, Gabriel Souza (MDB), foi o principal alvo de ataques dos três outros concorrentes, que alegaram falta de articulação com o governo federal em prol do estado, demora em obras para lidar com inundações e descontentamento com o sistema de progressão parcial na educação pública, em que alunos passam de ano mesmo reprovados em três disciplinas”, escreveu a analista Débora Bergamasco.

Segundo a analista, os embates mais acirrados foram entre Brizola e Gabriel. O candidato mais competitivo, Zucco, correu praticamente fora da linha de tiro. Apoiado pelo senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Zucco sequer citou o nome ou o sobrenome do colega de Parlamento e candidato a presidente pelo seu partido.

Paraná

O debate para governador do Paraná foi marcado pela ausência de Moro (PL), líder nas pesquisas de intenção de votos, e pelo duelo entre o ex-deputado Sandro Alex (PSD) e o deputado estadual Requião Filho (PDT).

“Ambos os presentes trocaram farpas e disputaram a narrativa sobre o legado de cada um de seus padrinhos políticos (…) O único ponto que uniu os dois foi a crítica à ausência de Moro”, escreveu o analista Matheus Teixeira.

De acordo com o analista, em indireta ao ex-juiz da Lava Jato, Alex disse ser o verdadeiro representante da direita nas eleições e que, para assumir esse papel, é necessário ter “coragem” e não ser “covarde”, enquanto Requião chamou o ex-juiz da Lava Jato de “fujão”.

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