O Departamento de Estado dos EUA informou, nesta segunda-feira (10), que revogou mais de 175 mil vistos de estrangeiros durante o governo do presidente Donald Trump, dando continuidade a uma ampla repressão à imigração que já retirou privilégios de viagem e imigração de dezenas de milhares de pessoas.
Em comunicado, o departamento afirmou que as revogações tiveram como alvo estrangeiros que “violaram os termos de seus vistos, cometeram crimes, incitaram violência contra cidadãos americanos, fraudaram americanos, abusaram do nosso sistema de imigração ou colocaram em risco a segurança nacional”.
A maioria dos vistos foi revogada após “encontros com a polícia”, sendo as principais causas agressão, direção sob influência de álcool ou drogas, roubo e crimes relacionados a drogas, informou o departamento.
Entre os casos específicos citados pelo departamento, estão uma pessoa acusada de estupro e agressão sexual, outra acusada de sequestro e tráfico de pessoas e uma pessoa que enfrenta mais de uma dúzia de acusações de posse de material de abuso sexual infantil.
Uma embaixada dos EUA no Norte da África revogou mais de 100 vistos de pais que, supostamente, viajaram aos EUA para realizar “turismo de nascimento” com o objetivo principal de dar à luz seus filhos para que estes recebessem a cidadania americana, segundo o departamento.
O departamento também afirmou ter revogado os vistos de vários estrangeiros que “comemoraram” o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, incluindo um que disse que ele “morreu tarde demais”.
Em janeiro, o departamento afirmou que já tinha revogado mais de 100 mil vistos, um recorde na época.
A abrangência das revogações reflete a ampla repressão à imigração iniciada quando Trump retornou à Casa Branca no ano passado, deportando um número sem precedentes de imigrantes, incluindo alguns que possuíam vistos válidos.
O governo também adotou uma política mais rigorosa para a concessão de vistos, com verificação mais rigorosa das redes sociais e triagem ampliada.
Defensores dos direitos humanos e especialistas na área condenaram as medidas de monitoramento das redes sociais promovidas pelo governo Trump, que, segundo eles, ameaçam a liberdade de expressão e são semelhantes à vigilância e à discriminação de imigrantes.
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