O pré-candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, afirmou nesta segunda-feira (10) que o economista Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, se tornou sua principal referência para assuntos econômicos. A declaração foi dada durante almoço com CEOs e empresários em São Paulo.
“Armínio Fraga é a pessoa que eu mais converso hoje sobre economia. Ele passou a ser uma referência que eu busco para me orientar nessa área”, disse Caiado.
Ex-presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique Cardoso, Armínio Fraga tem participado de discussões sobre o cenário econômico brasileiro e já foi citado anteriormente por Caiado em sua agenda econômica.
Durante o encontro, Caiado também foi questionado sobre quais seriam suas primeiras medidas na economia caso seja eleito. O pré-candidato afirmou que pretende apresentar ao Congresso um conjunto de reformas e defendeu mudanças nas áreas trabalhista, administrativa, previdenciária e política.
Segundo Caiado, a intenção é apresentar propostas concretas antes de pedir a empresários confiança em um eventual governo.
“Você não tem como ter um item só capaz de poder fazer com que você, empresária, acredite no governo. O governo tem que mostrar para você o que ele vai fazer e ali implementar aquilo, como reformas que você espera e que todos esperam”, afirmou.
Entre as medidas citadas está a revisão da legislação trabalhista. Caiado disse que pretende “resgatar” a reforma trabalhista e afirmou que ela teria sido “totalmente destruída pelo Supremo”. Em junho, durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), ele já havia defendido a retomada de pontos da reforma trabalhista e a apresentação de uma reforma administrativa.
Na área administrativa, o pré-candidato afirmou que pretende apresentar uma proposta de reorganização da máquina pública. Também defendeu uma discussão sobre a sustentabilidade da Previdência diante das mudanças demográficas e a revisão de gastos públicos que, segundo ele, foram criados por “políticas populistas”. Caiado voltou ainda a defender uma reforma política com adoção do voto distrital.
Críticas ao sistema político
Ao falar sobre a relação entre o presidente da República e as instituições, Caiado fez críticas ao atual modelo político brasileiro e afirmou que o país teria deixado de funcionar dentro de um presidencialismo tradicional.
“O Brasil foi totalmente deformado. Nós não temos um presidencialismo. Nós temos uma anarquia, uma desordem, uma cleptocracia, ou seja, um governo de corruptos”, declarou.
Caiado afirmou ainda que o funcionamento do sistema dependeria, em parte, da autoridade política e moral de quem ocupa a Presidência.
“Vai muito também da estatura de quem se elege o presidente.”, disse.

