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“A cena era de guerra”, diz brasileiro que viveu terremoto na Colômbia

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
“A cena era de guerra”, diz brasileiro que viveu terremoto na Colômbia

O brasileiro Davi Dias da Costa, que vive há 10 anos na Colômbia e reside atualmente em Pereira, uma das cidades mais afetadas pelo terremoto, relatou em entrevista ao CNN 360° os momentos de extremo terror vividos durante o tremor. Ao lado de sua esposa, Angela, e de sua filha, Ana, Davi descreveu uma cena de destruição e desespero que tomou conta da cidade logo nas primeiras horas da manhã.

O terremoto ocorreu de manhã, horário em que a família já estava em sua rotina diária. Enquanto Davi e Angela iniciavam o trabalho remoto em casa, Ana já havia saído para o colégio. Foi nesse momento que o edifício de nove andares onde moram começou a se mover de forma assustadora.

Desespero no nono andar

Davi relatou que, apesar de já ter vivenciado tremores anteriores na Colômbia, nenhum havia sido tão intenso quanto este. “Nesse momento passa pouca coisa na cabeça, a não ser entregar a vida a Deus”, disse.

Segundo ele, a sensação era de completa impotência: “Não tem para onde ir, não tem como correr, não tem o que fazer.” O casal se abraçou, orou pela filha que estava no colégio e aguardou o tremor se dissipar.

Cena de guerra nas ruas

Após o tremor, ao percorrer o caminho até o colégio para buscar Ana, Davi se deparou com um cenário devastador. “A cena era de guerra”, afirmou.

Ele descreveu a destruição de uma igreja católica histórica da Colômbia, lamentando profundamente o ocorrido: “Foi uma tristeza enorme, porque eu sei quanto é importante e quanto isso representa para o povo colombiano.”

Além disso, relatou que edifícios inteiros desabaram no bairro onde um amigo seu mora. “Um amigo meu ligou para mim e falou: Davi, eu vou morrer, eu vou morrer. E isso aperta o coração da gente que não tem o que fazer”, disse, visivelmente emocionado.

“Um dos edifícios do bloco onde ele morava veio inteiro no chão”, completou.

Ana relata o terremoto no colégio

A filha do casal, Ana, também descreveu os momentos de pânico vividos na escola durante o tremor. Segundo ela, o abalo começou durante a primeira aula, quando todos os alunos estavam em suas mesas.

“Todos nos colocamos debaixo dos postos e saímos para nos reunir na quadra”, relatou. Davi acrescentou que os alunos mais velhos formaram o que chamam de “círculo da vida”, protegendo os menores.

No entanto, a situação foi grave: paredes ameaçaram ceder e a escada do colégio ficou completamente partida. Ana voltou para casa sem nenhum material escolar, e a professora informou que ninguém poderia subir ao andar por questões de segurança, pois tudo estava em completo caos.

Família ilhada sem água, luz ou gás

Angela, esposa de Davi e natural de Bogotá, também falou sobre a situação enfrentada pela família após o terremoto.

Ela relatou que, mesmo com a administração do edifício alertando que o local ainda não era seguro, a família optou por permanecer no apartamento, pois a cidade estava em caos, os aeroportos fechados e havia registros de deslizamentos de terra que impossibilitavam qualquer deslocamento.

“A gente está sem água, sem luz e sem gás para cozinhar”, afirmou Angela, acrescentando que lojas e supermercados estavam fechados e que a comunicação estava extremamente difícil.

Apesar das adversidades, ela concluiu com alívio: “A gente está tranquilo porque a gente está com vida.”

Solidariedade colombiana em meio à tragédia

Davi destacou ainda o espírito de solidariedade do povo colombiano diante da catástrofe.

“Brigam por política, brigam por futebol, brigam por tudo, mas nesse momento não existe diferença entre ninguém”, disse. Ele observou que moradores das redondezas varriam as ruas de forma espontânea para abrir passagem aos veículos, e que todos se abraçavam e se ajudavam mutuamente.

Davi encerrou seu relato pedindo que a ajuda internacional fosse enviada à região e desejando que uma tragédia como essa não voltasse a acontecer.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
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