Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy) não é exatamente a mesma personagem que o público conheceu no início de “A Casa do Dragão”. Ao longo da terceira temporada, a protagonista passa a apresentar comportamentos mais duros e decisões que podem colocar à prova a simpatia dos espectadores por ela. Para Emma D’Arcy, a mudança pode significar um teste da fidelidade do público à personagem até então bastante querida.
Em coletiva acompanhada pela CNN Brasil, D’Arcy contou que entrou na temporada determinada a descobrir até que ponto seria possível desafiar a relação construída entre Rhaenyra e os espectadores. Inicialmente apresentada como uma jovem que enfrentava as convenções de Westeros para reivindicar seu direito ao Trono de Ferro, a personagem passou por perdas e conflitos que a tornaram mais rígida – e violenta – na busca pelo poder.
A partir deste ponto, a ideia de escolher entre “Verdes” e “Pretos” já não parece suficiente para definir quem está certo ou errado na guerra civil entre os Targaryen. Tal desconforto, segundo D’Arcy, é o que torna a trajetória da personagem ainda mais importante.
“Se vamos levar a sério essa ideia de diferentes formas de liderança, a simplicidade da pergunta ‘De que time você é?’ deveria começar a parecer ingênua”, explicou.
Uma Rhaenyra mais difícil de defender
“Há uma coisa interessante em que uma parte constituinte da Rhaenyra acabou sendo externalizada este ano”, disse D’Arcy.
A artista explica que Daemon Targaryen (Matt Smith) funciona como o “ego” da personagem, enquanto Mysaria (Sonoya Mizuno) representa sua “consciência”. Alicent Hightower (Olivia Cooke), por outro lado, ocuparia uma posição de “juíza” para Rhaenyra.
Nesse sentido, D’Arcy ainda brincou: “Eu gosto muito da ideia de, sabe, trancar sua juíza no porão ou algo assim, mas periodicamente descer lá para verificar com ela como você está indo”, afirmou, fazendo referência ao fato de Alicent ter se tornado uma prisioneira da ex-amiga.
A morte de Helaena (Phia Saban) no último episódio pode simbolizar um rumo ainda mais sangrento para Rhaneyra.
“Helaena é o coração moral da série, acho. Talvez ela seja a única personagem que tem proximidade com o poder, mas permanece meio que não contaminada. E então, acho que a morte dela condena Rhaenyra ao caminho que ela escolheu. Acho que não há mais volta depois disso. Certamente não existe um caminho de volta para uma forma mais moderada de liderança”, afirmou.
“A Casa do Dragão”: só Targaryens podem montar dragões? Entenda

