Na comemoração dos 25 anos do Prêmio Grande Otelo, uma das principais premiações de cinema do Brasil, Rodrigo Santoro, 50, enalteceu as produções nacionais e comemorou o que chamou de “momento único do cinema brasileiro”.
No tapete vermelho do evento, que ocorreu na noite de terça-feira (4), no Rio, o ator disse que esse movimento começou com “Ainda Estou Aqui“. “A gente vive um alinhamento que eu nunca vi, que é o prestígio internacional, a pluralidade criativa e uma reconexão com o público, que começou com ‘Ainda Estou Aqui’, aquele movimento do público brasileiro prestigiando. Foi uma onda incrível!”, afirmou à CNN Brasil.
“Que a gente consiga transformar não só tudo o que está acontecendo com os filmes brasileiros fora do país, mas transformar em fortalecimento da nossa indústria, fortalecimento do nosso cinema dentro do Brasil. Que os brasileiros possam cada vez mais acreditar no cinema brasileiro e prestigiar os filmes nacionais”, continuou.
Na premiação, Santoro concorreu nas categorias melhor ator de longa-metragem pelo papel como Crisóstomo por “O Filho De Mil Homens” e ator coadjuvante pela atuação como Cadu em “O Último Azul“.
O artista relembrou os 26 anos de carreira e o período chamado de retomada do cinema brasileiro, que ocorreu em meados da década de 1990 e resultou em filmes como “Central do Brasil” (1998) e “Cidade de Deus” (2002).
“Está muito claro que o cinema brasileiro vive um momento muito particular e único. Mas espero que não seja só um pico num ciclo, que a gente não precise de retomada nenhuma. Venho acompanhando a trajetória do cinema brasileiro, e acho que esses últimos dois anos, ano passado e esse ano, são anos incríveis. A minha maior felicidade é ver o público brasileiro voltando às salas de cinema.”

