A ultramaratonista neozelandesa Sophie Woods percorreu 1.240 milhas (aproximadamente 2.000 km) por oito países para conquistar um dos desafios de resistência mais difíceis do mundo – quebrando os recordes de tempo masculino e feminino.
A ciclista de 42 anos conquistou a Via Alpina, que consiste em atravessar uma vasta região alpina europeia que se estende de leste a oeste, da Itália, passando pela Eslovênia, Áustria, Alemanha, Liechtenstein, Suíça e, finalmente, França e Mônaco.
Ela completou o desafio em 29 dias, batendo o recorde anterior estabelecido pelo corredor britânico Jake Catterall em 2024 por seis dias. Anteriormente, a mulher mais rápida, a corredora holandesa Tessa Caspers, havia feito o mesmo em 38 dias.
“Estou absolutamente extasiada”, disse Woods em seu Instagram no domingo (2), horário local, um dia depois de concluir o feito.
“Ainda não consigo acreditar que conseguimos.”
Sua jornada começou em Trieste, cidade portuária no nordeste da Itália, em 4 de julho, e terminou em Mônaco no sábado. Fotos publicadas no Instagram mostraram a variedade de terrenos que ela teve que superar, desde uma subida íngreme em rocha na Eslovênia até uma corrida noturna da Alemanha à Áustria.
“Acho que venho me preparando para isso durante toda a minha carreira de corredora”, disse ela em uma publicação, relembrando as “montanhas técnicas” e as “cristas expostas” que havia encontrado no passado.
Mas a duração e o comprimento do desafio atual o diferenciam de todas as suas corridas anteriores, disse ela.
“Tudo o que você fizer no segundo dia terá reflexos no vigésimo segundo dia”, disse ela, descrevendo o formato como “muito diferente”.
Como foi a jornada para bater o recorde
Em entrevista à emissora britânica BBC, ela disse que seus músculos ficaram inchados e doloridos após a primeira semana. Para bater o recorde, Woods afirmou que precisou reduzir seu sono na reta final do percurso para menos de duas horas e meia por noite.
Ela também contou à BBC o quão “aterrorizante” foi correr perto de incêndios florestais, já que seu desafio coincidiu com uma onda de calor implacável que atingiu a Europa.
Durante sua jornada recorde, em algumas partes do continente, as temperaturas ultrapassaram os 38 graus Celsius.
“O calor tem sido implacável”, escreveu ela em outra publicação no Instagram, acrescentando que teve que tomar um “slushy”, uma bebida feita com gelo picado, para se refrescar.
Ela contou que o marido e o cachorro lhe deram apoio emocional e suprimentos de alimentos ao longo do caminho.

Quão cansada ela ficou depois de correr pelos Alpes europeus durante 29 dias seguidos?
“Passei os dias dormindo na van, encharcada de suor”, disse ela, sentindo-se “completamente exausta”.
Mas ela acrescentou: “É uma delícia quando você termina de comer uma dessas coisas.”

