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Advogado alvo da operação Sem Desconto nega irregularidades

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Advogado alvo da operação Sem Desconto nega irregularidades

A Polícia Federal cumpre, nesta terça-feira (4), 18 mandados de busca e apreensão para apurar a suposta lavagem de dinheiro entre os fatos investigados na Operação Sem Desconto, que apura fraudes em descontos associativos sobre benefícios do INSS. Entre os alvos estão familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz.

Após a ação da PF, Willer Tomaz se manifestou por meio de nota e afirmou não ser investigado. Ele argumentou que foi alvo de mandado de busca e apreensão porque é dono de uma aeronave usada por Weverton Rocha.

“Willer Tomaz, advogado e empresário, esclarece que a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público. Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal”, afirma a nota.

O advogado ainda reafirma o contexto do uso da aeronave e diz que prestará todos os esclarecimentos. “A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados. O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação“, afirmou.

As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

As investigações pretendem esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.

Willer Tomaz já foi preso pela PF na operação Lava Jato  acusado de intermédio de propina em 2017, quando figurava como um dos delatores no escândalo da JBS. Em 2021, a Polícia Federal apontou “transações suspeitas” do advogado, que somavam mais de R$ 45 mi entre entradas e saídas naquele ano.

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