O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), defendeu nesta segunda-feira (3) que o Brasil agregue valor para passar de uma renda média para alta. Segundo ele, o crescimento da indústria, sobretudo de alta tecnologia, é caminho para esse objetivo.
“Estamos há 40 anos com uma indústria em dificuldade, em razão de questões tributárias, de custo de capital e de custo Brasil. Precisamos estimular indústria mais inovadora“, afirmou durante participação no Eloos, evento promovido em parceria entre a Itatiaia e a CNN Brasil, em Belo Horizonte, e que reúne lideranças políticas e empresariais para debater os potenciais do setor no Brasil.
Alckmin citou o NIB (Nova Indústria Brasil), de 2023, política de crédito do governo para o setor. “Estávamos levando quase sete anos para registrar uma patente e reduzimos para menos de quatro”.
No discurso, o vice-presidente ainda disse ser necessário melhorar a competitividade do setor industrial do Brasil para “enfrentar a Ásia, que tem custo baixo, tecnologia em escala”.
“Enfrentar a Ásia é o grande desafio. Trocar máquinas e equipamentos brasileiros, mais modernos, com mais eficiência energética, com mais produtividade.”
Evento Eloos
Os desafios e as oportunidades da indústria brasileira estarão no centro do debate do quinto ciclo do Eloos.
O evento será realizado no Espaço Ava, na capital mineira, e contará com a presença de lideranças políticas e empresariais para debater os potenciais do setor industrial no Brasil.
Neste ciclo, especialistas, executivos e autoridades debatem o papel da indústria na transformação da economia brasileira, os desafios e potencialidades de um setor estratégico para o desenvolvimento do país.
Programação
A programação será dividida em três painéis. O primeiro debate os dois gargalos que travam a competitividade brasileira no comércio internacional: a fragilidade dos mecanismos de defesa comercial (antidumping) diante da concorrência desleal externa e o chamado “Custo Brasil” (logística cara, malha ferroviária pouco integrada, burocracia e tributação).
Na sequência, os participantes irão discutir sobre novos pactos de trabalho. O foco será na proposta de fim da escala 6×1 e seus efeitos sobre comércio, serviços e indústria, somada ao apagão de mão de obra técnica.
Por fim, o Eloos traz ao debate a diversificação industrial e o futuro do setor em Minas Gerais. Os participantes irão apontar como transformar um estado de base mineral em plataforma de diversificação industrial — siderurgia avançada, bens de capital, eletromobilidade e tecnologia.
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