A pressão sobre Gianni Infantino aumentou após o fracasso do plano de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo. Para o presidente das ligas profissionais de futebol da Europa, a permanência do dirigente no comando da Fifa se tornou insustentável.
Claudius Schaefer, cuja organização representa 53 ligas profissionais masculinas e femininas, afirmou neste domingo (2) que poderia haver “apenas uma consequência” para Infantino depois que a proposta provocou uma onda de críticas por parte das associações regionais.
“Quando vi como tudo isso se desenrolou e que os principais órgãos da Fifa não foram envolvidos, então há, essencialmente, apenas uma consequência em qualquer empresa ou associação”, disse Schaefer ao jornal suíço *SonntagsZeitung*.
Questionado se isso significava que Infantino não era mais aceitável como presidente da Fifa, Schaefer respondeu:
“Essa costuma ser a consequência quando alguém, em uma empresa, leva adiante um negócio desse porte sem que ninguém saiba.”
Na sexta-feira (1º), Infantino afirmou que a Fifa havia desistido do plano após a forte reação negativa provocada pela proposta.
No sábado, as confederações regionais Uefa e Concacaf declararam ter perdido a confiança na liderança do presidente da Fifa.
Schaefer, que também é diretor-executivo da Liga Suíça de Futebol, afirmou que a proposta indicava que o principal objetivo da Fifa era maximizar os lucros de terceiros por meio da criação de competições maiores e em maior quantidade no futuro.
“Trata-se exclusivamente das vantagens financeiras; todo o resto é completamente ignorado”, afirmou.
Segundo Schaefer, as Ligas Europeias se posicionaram contra o projeto porque a iniciativa aumentaria o número de partidas em um calendário internacional já sobrecarregado, prejudicando os campeonatos nacionais.
“Ninguém sabia dos planos, nem mesmo o Conselho da Fifa, órgão responsável pela governança da entidade. Fiquei muito surpreso ao ver que o presidente estava agindo completamente sozinho nesse assunto.”

