A presidente do Federal Reserve (Fed) de Dallas, Lorie Logan, afirmou nesta sexta-feira (31) que as condições do mercado de trabalho, do consumo e dos mercados financeiros indicam que a política monetária dos Estados Unidos “não está restringindo a economia”, reforçando sua avaliação de que os juros deveriam ter sido elevados em 25 pontos-base (pb) na reunião desta semana do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês).
Em comunicado para explicar seu voto dissidente, Logan afirmou que a inflação “não parece estar a caminho de atingir de forma sustentável” a meta de 2% do banco central.
Segundo ela, mesmo considerando ganhos de produtividade e choques temporários de oferta, a inflação caminha para a faixa de “2 e poucos por cento”, e os riscos seguem inclinados para cima.
A dirigente também destacou que o mercado de trabalho permanece resiliente. “O mercado de trabalho está sólido e talvez até se fortalecendo um pouco”, disse.
Na avaliação de Logan, sem uma política monetária suficientemente restritiva, a inflação tende a permanecer acima da meta até que ocorra algum choque inesperado.
Ela ressaltou que o Fed não pode contar com eventos imprevistos para cumprir seu mandato e argumentou que “uma ação moderada no curto prazo reduziria a probabilidade de ser necessário adotar medidas mais drásticas no futuro”.
Para equilibrar melhor os riscos relacionados ao duplo mandato de estabilidade de preços e máximo emprego, Logan afirmou que teria preferido uma elevação de 25 pb na taxa básica de juros na reunião realizada nesta semana.
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