O motorista de aplicativo brasileiro Bruno Fernando Rego, de 28 anos, está desaparecido há 25 dias na França. Ele foi visto pela última vez no dia último 5 de julho na casa onde morava em Paris. Diante da falta de respostas, a família do homem cobra uma atuação mais rápida das autoridades francesas.
Beatriz Rego, irmã de Bruno, contou à CNN Brasil que ele se mudou para a França em setembro do ano passado. Apesar de não ter uma residência fixa, ele utilizava uma “casa de apoio” em Paris, onde pagava um valor mensal para tomar banho, dormir e guardar seus pertences.
O desaparecimento de Bruno foi notado por Venâncio, um amigo de infância que mora no Brasil com quem ele mantinha contato quase todos os dias. O último contato dos dois amigos ocorreu em uma sexta-feira, 3 de julho.
No sábado (4) e no domingo (5), Venâncio enviou mensagens para o amigo, mas não recebeu resposta, o que o levou a entrar em contato com a família de Bruno no Brasil para perguntar se ele estava dando notícias. A família, porém, também estava sem respostas.
Segundo Beatriz, colegas que dividiam a casa de apoio com Bruno contaram que o viram no domingo, durante o dia, pouco antes de um jogo do Brasil na Copa do Mundo. Ele tomou banho, saiu e não foi mais visto. A família acionou a polícia francesa e o Consulado do Brasil.
Falta de respostas
Bruno trabalhava como motorista de aplicativo usando um carro alugado, um Toyota Auris branco. A família descobriu e forneceu a placa do carro para a polícia há três semanas, solicitando que rastreassem o proprietário para conseguir o localizador do veículo.
Até o momento, segundo Beatriz, a polícia não forneceu nenhuma atualização sobre o paradeiro de Bruno ou sobre o rastreamento da placa informada.
O último contato das autoridades ocorreu há uma semana, para questionar a irmã sobre como ela havia conseguido descobrir a placa do carro do irmão, já que era alugado.
“Se encontrarem o proprietário, tem como pedir o localizador do carro. Mas a polícia não fez isso ainda, pelo visto. […] Eles já tinham a placa há duas semanas e só questionaram isso na semana passada, ou seja, ao todo foram três semanas sem fazer nada.” diz Beatriz.
Os familiares e amigos estão reunindo esforços para divulgar o desaparecimento de Bruno. Hoje, Beatriz chamou moradores de Paris para participarem de um mutirão para distribuir panfletos pela cidade. A iniciativa deve ocorrer neste sábado (1º).
A CNN Brasil entrou em contato com o Itamaraty, que informou que está ciente do caso e presta assistência consular aos familiares de Bruno.

