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Aviso das estações meteorológicas não foi o suficiente, diz prefeito do Rio

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Aviso das estações meteorológicas não foi o suficiente, diz prefeito do Rio

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou nesta quinta-feira (30) que o alerta emitido pelas estações meteorológicas antes da ventania que atingiu a capital fluminense nesta quarta-feira (29) não foi suficiente para antecipar a intensidade do fenômeno.

Ele reforçou que, diante da possibilidade de novos eventos extremos, a população deve redobrar a atenção aos avisos emitidos pelas autoridades.

“Esses eventos podem voltar a acontecer. É importante que a gente fique mais atento ainda aos anúncios e alertas das autoridades. Ontem, o aviso feito pelas estações meteorológicas não foi o suficiente. A verdade é que foi um aviso que não previu a intensidade dos ventos. Eles aconteceram antes do previsto e muito mais intensos. Uma verdadeira tempestade, um vendaval que as estações meteorológicas não conseguiram prever, afirmou.

Cavaliere disse que o episódio reforça a necessidade de ampliar os protocolos de prevenção e resposta da prefeitura diante de eventos climáticos severos. Segundo o prefeito, a administração municipal já vinha se preparando para os impactos do chamado “super El Niño” e antecipou medidas de mobilização antes da chegada do sistema.

“A gente está vendo um alerta internacional em relação ao super El Niño. E ontem a gente viu a força e a intensidade do que pode acontecer. Isso faz com que a gente redobre os esforços. A gente já vinha se preparando para isso”, disse o prefeito. Ele lembrou que, no último dia 20 de julho, a prefeitura realizou uma coletiva para alertar a população sobre o risco de eventos extremos associados ao fenômeno climático.

Mais protocolos e atenção aos alertas

Durante a entrevista, Cavaliere afirmou que a experiência desta quarta mostrou que os protocolos de monitoramento e comunicação precisam ser constantemente aperfeiçoados para reduzir os impactos de fenômenos meteorológicos severos.

“O que a gente precisa ter é mais e mais protocolo. Atenção aos alertas, para que a gente possa comunicar o melhor possível para a população. Ontem houve um aviso, houve um informe, mas esse informe não destacou a intensidade, não previu a intensidade do que podia acontecer”, afirmou.

O prefeito acrescentou que o cenário exige uma atuação permanente do poder público diante da perspectiva de novos eventos extremos.

Está muito explícito os riscos desse super El Niño e como isso pode impactar a nossa cidade. (…) A gente precisa estar mais alerta e mais mobilizado para minimizar o impacto à nossa população”, disse.

Eventos extremos devem se tornar mais frequentes

Sobre o futuro, Cavaliere afirmou que a população também precisa estar preparada para um cenário de maior recorrência de eventos climáticos severos.

Ele afirma que, além de seguir as recomendações dos órgãos oficiais, é importante que os moradores tenham consciência de que fenômenos como o registrado nesta semana podem ocorrer com mais frequência e intensidade.

“Temos que ter consciência de que esses eventos estão cada vez mais frequentes e cada vez mais intensos”, afirmou.

Estragos

Fortes rajadas de vento acima de 100 km/h provocaram estragos e deixaram diversos bairros no Rio de Janeiro e na região metropolitana sem energia. Segundo a prefeitura, o maior registro de vento foi de 105,5 km/h, na região do Aeroporto do Galeão, entre 16h e 17h.

Por conta da ventania, mais de 1,9 milhão de imóveis ficaram sem energia elétrica no estado.

Duas pessoas morreram após um muro desabar por conta de fortes rajadas de vento registradas em Santa Teresa, na região central do Rio de Janeiro. Além das mortes, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado busca um pescador desaparecido no mar de Tarituba, em Paraty, na Costa Verde do estado.

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