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Governo não descarta mais sanções dos EUA contra o Brasil

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Governo não descarta mais sanções dos EUA contra o Brasil

O governo brasileiro não descarta que os Estados Unidos imponham mais sanções ao Brasil após novo acirramento de tensões na relação bilateral entre os países, segundo apuração da CNN Brasil junto a fontes diplomáticas.

Uma ala da direita brasileira com trânsito no Departamento de Estado vem afirmando nos bastidores que é gestada uma nova ofensiva de sanções contra o país.

Acende um sinal de alerta no governo especialmente o presidente Donald Trump ter prorrogado a ordem executiva que declarou emergência nacional contra o Brasil. A medida foi usada em 2025 para estabelecer tarifas de 50% aos produtos importados, mas não tem efeitos hoje, já que foi barrada pela Suprema Corte dos EUA. 

Também nos últimos dias, o Itamaraty negou vistos a dois membros do Departamento de Estado. No pedido, os funcionários do governo de Trump deixaram explícito que queriam tratar sobre o sistema eleitoral com autoridades brasileiras.

Diplomatas consultados sob condição de anonimato veem como mais remota a possibilidade de novas tarifas serem anunciadas. Sanções como a retirada de vistos e a aplicação da Lei Magnitsky não estão fora do radar.

No momento mais crítico das relações entre Brasil e EUA no ano passado, o governo Trump aplicou a Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e retirou vistos de outros membros da Corte e autoridades do governo brasileiro.

Em compasso de espera, o Palácio do Planalto indica que os canais de diálogos com a Casa Branca seguem desobstruídos, mas sinalizam que estes espaços não vêm sendo utilizados pela diplomacia de lado a lado desde o tarifaço.

Vistos negados

A embaixada dos Estados Unidos avisou ao governo federal que dois funcionários enviados pelo Departamento do Estado norte-americano viriam ao Brasil para uma “missão eleitoral” e tinham a intenção de encontrar o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — segundo apurou a CNN Brasil.

O secretário-assistente para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, Riley Barnes, e o subsecretário-assistente, Samuel Samson, enviaram uma nota verbal solicitando a emissão dos vistos no dia 20 de julho.

Uma reportagem publicada pelo jornal americano The Washington Post revelou que os dois tinham planos de preparar um ataque à confiabilidade das urnas e do sistema eleitoral. Ambos respondem diretamente ao secretário de Estado, Marco Rubio, tido como um dos principais aliados da família Bolsonaro em Washington.

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