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Entenda por que os EUA e a Arábia Saudita atacaram aliados do Irã no Iraque

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Entenda por que os EUA e a Arábia Saudita atacaram aliados do Irã no Iraque

Os Estados Unidos e o Irã – e seus respectivos aliados e representantes – trocaram ataques em bases no Oriente Médio nesta quarta-feira (29).

Pelo menos 20 pessoas morreram e 32 ficaram feridas após bombardeios atingirem instalações de logística e de armamento no Iraque ligadas ao Irã, segundo um comunicado divulgado no Telegram pelas FMP (Forças de Mobilização Popular).

Os ataques tiveram como alvo instalações da FMP nas províncias de Bagdá, Wasit, Nínive, Basra, Kirkuk, Karbala e Diyala, informou a FMP, causando danos de diferentes graus a vários quartéis-generais, veículos e equipamentos militares.

Em um comunicado anterior nas redes sociais, a 30ª Brigada do grupo afirmou que sete ataques aéreos atingiram locais estratégicos em Nínive, região no norte do Iraque, por volta das 3h20 da manhã, horário local, matando dez pessoas e ferindo seis.

Em resposta aos ataques, o primeiro-ministro iraquiano, Ali Falih Al-Zaidi, convocou uma reunião de emergência do Conselho Ministerial de Segurança Nacional para quarta-feira (29), segundo comunicado de seu gabinete.

Washington e Riad disseram ter atacado conjuntamente grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque em retaliação aos ataques com drones contra alvos petrolíferos sauditas.

O Ministério da Defesa saudita afirmou que o país não busca uma escalada do conflito, mas responderá a qualquer agressão.

As Forças de Mobilização Popular do Iraque são poderosos grupos paramilitares apoiados por Teerã e incorporados às forças de segurança formais iraquianas.

Os ataques conjuntos potencialmente ampliam o conflito, arrastando a Arábia Saudita, de maioria sunita, para o combate contra grupos paramilitares xiitas apoiados pelo Irã em uma nova frente.

Foi a primeira vez durante a guerra que a Arábia Saudita declarou publicamente sua participação em ataques conjuntos ao lado dos Estados Unidos.

O governo iraquiano, liderado por xiitas e um dos poucos no mundo a manter laços militares e diplomáticos estreitos tanto com o Irã quanto com os Estados Unidos, convocou uma reunião de emergência.

Washington há muito tempo pressiona o governo de Bagdá a reprimir os paramilitares apoiados pelo Irã, mas as tentativas anteriores nesse sentido provocaram agitação interna.

A Arábia Saudita também foi arrastada para o conflito em outra frente, com o movimento Houthi, alinhado ao Irã, no Iêmen, anunciando um bloqueio às exportações de petróleo sauditas no Mar Vermelho na semana passada e atacando navios e instalações petrolíferas.

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