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Conheça as Forças de Mobilização Popular do Iraque alvo de ataques dos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Conheça as Forças de Mobilização Popular do Iraque alvo de ataques dos EUA

Os Estados Unidos e a Arábia Saudita atacaram, nesta quarta-feira (29), grupos armados xiitas apoiados pelo Irã no Iraque, que, segundo os aliados, foram responsáveis ​​por ataques com drones contra instalações petrolíferas sauditas.

Os ataques colocaram em evidência as milícias que detêm enorme poder político e militar no Iraque.

O grupo ligado ao Irã, que alega ter sido alvo dos ataques aéreos conjuntos, faz parte de um aparato de segurança iraquiano formado há mais de uma década para combater o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

As FMP (Forças de Mobilização Popular), conhecidas em árabe como Hashd al-Shaabi, são uma organização guarda-chuva dentro das forças de segurança oficiais do Iraque, que Teerã tem cooptado cada vez mais para exercer sua influência no país vizinho. São compostas principalmente por grupos paramilitares xiitas.

A organização foi criada em 2014, quando o Estado Islâmico avançou pelo Iraque. Convocando iraquianos a se voluntariarem ao lado das forças estatais, o governo incorporou novos voluntários e milícias já existentes às Forças de Mobilização Popular.

O grupo desempenhou um papel fundamental na derrota do Estado Islâmico e na retomada do território iraquiano, antes de ser formalmente integrado ao aparato de segurança do Estado em 2016.

Algumas milícias poderosas dentro das FMP têm laços estreitos com a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e fazem parte do “Eixo da Resistência” de Teerã na região, juntamente com grupos como o Hezbollah no Líbano, o Hamas em Gaza e os Houthis no Iêmen.

Esses grupos das Forças de Mobilização Popular, apoiados por Teerã, frequentemente lançaram ataques contra os EUA e seus aliados no Oriente Médio.

Grupos xiitas no Iraque

Os grupos xiitas surgiram à medida que Teerã se consolidava na política e na segurança iraquianas após a invasão do Iraque liderada por Washington, que derrubou o presidente Saddam Hussein em 2003.

As milícias, com apoio financeiro e militar iraniano, tornaram-se forças formidáveis, capazes de rivalizar com o Exército nacional em poder de fogo.

Elas também estão profundamente enraizadas no tecido político, econômico e social do Iraque, construindo redes de negócios e conquistando assentos no Parlamento e no governo.

Esses grupos fazem parte da Resistência Islâmica no Iraque, um grupo guarda-chuva de cerca de dez facções armadas xiitas radicais que, juntas, comandam cerca de 50 mil combatentes e arsenais que incluem mísseis de longo alcance e armas antiaéreas, de acordo com dois oficiais de segurança que monitoram as atividades das milícias.

O grupo da Resistência, um pilar fundamental da rede de forças regionais apoiadas pelo Irã, afirmou ter realizado dezenas de ataques com mísseis e drones contra Israel e forças americanas no Iraque e na Síria desde o início da guerra em Gaza, em 2023.

O governo iraquiano, liderado por xiitas e um dos poucos no mundo a manter laços militares e diplomáticos estreitos tanto com o Irã quanto com os Estados Unidos, convocou uma reunião de emergência.

Washington há muito tempo pressiona o governo de Bagdá a reprimir os paramilitares apoiados pelo Irã, mas as tentativas anteriores nesse sentido provocaram agitação interna.

*Com informações da agência de notícias Reuters

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