Durante a convenção virtual do diretório estadual de Minas Gerais realizada na segunda-feira (27), o PT confirmou a candidatura de Patrus Ananias ao governo mineiro. Na mesma ocasião, também foi oficializado o nome de Marília Campos para concorrer ao Senado.
Segundo a assessoria do partido, o nome do vice na chapa de Patrus ainda não foi definido, mas a sigla segue em diálogo com os partidos Rede, PSOL e PSB.
A escolha do Partido dos Trabalhadores ocorreu após um processo marcado por recusas e negociações frustradas com outros nomes cotados para a vaga.
Na próxima sexta-feira (31), será a vez da Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) realizar sua convenção. Tanto o PCdoB quanto o PV (Partido Verde) não lançaram candidatos ao governo e Senado em Minas Gerais e confirmarão as candidaturas petistas. O evento acontecerá presencialmente, na capital mineira.
Em um primeiro momento, o PT apostou no nome do ex-presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que chegou a sinalizar interesse pela candidatura e conversou com o presidente Lula sobre a possibilidade, mas acabou desistindo.
Em seguida, o nome de Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem (MG), foi cogitado, porém ela também recusou, manifestando preferência por uma candidatura ao Senado.
Quem é Patrus Ananias
Advogado por formação, Patrus Ananias foi vereador em Belo Horizonte entre 1989 e 1992. Ao final do mandato na Câmara Municipal, foi eleito prefeito da capital mineira — cargo que ocupou entre 1993 e 1996.
Em 2002, elegeu-se deputado federal, permanecendo no cargo até o ano seguinte. Já em 2004, foi escolhido por Lula para comandar o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Patrus ainda foi eleito deputado federal em 2014, em 2018 e em 2022. Em janeiro de 2015 se licenciou da Câmara após ser nomeado ministro do Desenvolvimento Agrário no governo Dilma Rousseff (PT).

