O Ibovespa apresenta alta firme e o dólar mostra estabilidade nesta terça-feira (28), com pautas de juros e inflação no radar dos mercados.
O resultado ocorre uma semana antes da decisão dos juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central).
Já na pauta global, mercados em todo o mundo aguardam pela decisão dos juros dos EUA pelo Fed (Federal Reserve), com resultado divulgado na quarta-feira (29), seguido de coletiva do chair Kevin Warsh.
Por volta das 10h30, o Ibovespa apresentava alta de 1,1%, acima do 177,2 mil pontos, ignornadno o clima misto nas bolsas de Wall Street.
Na mesma hora, o dólar mostrava estabilidade ante o real, negociado a R$ 5,115 na venda.
Os mercados também seguem repercutindo a nova queda nos preços do petróleo, apesar da falta de sinais concretos de conversas entre EUA e Irã após a suspensão das hostilidades no Oriente Médio no fim de semana.
Na mesma hora, os contratos futuros do Brent – base para o mercado global – perdiam cerca de 1,9%, a quase US$ 86,70 o barril.
Já o WTI – referência nos EUA – cedia mais de 1,6%, ao redor de US$ 81,30 o barril.
IPCA-15 e Fed
O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), conhecido como a prévia da inflação, ficou praticamente estável em julho, ao registrar alta de 0,06%, segundo dados publicados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira (28).
O resultado surpreendeu ao ficar abaixo das expectativas do mercado. Projeção da Reuters previa avanço de 0,19%, enquanto a Broadcast projetava alta de 0,21%.
A alta singela foi puxada pelos preços de habitação, que subiram 0,97%. No grupo, a energia elétrica residencial subiu 3,03%, o principal impacto individual no resultado do mês segundo o IBGE.
O resultado praticamente estável também foi influenciado pela deflação nos alimentos e bebidas, que caíram 0,66%. Do resultado, destaca-se a redução de 1,14% na alimentação no domicílio, com evidência para as quedas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%).
Os dados sairam a pouco mais de uma semana para a decisão dos juros pelo BC, atualmente em 14,25% ao ano.
A expectativa do mercado para para corte final de 0,25 ponto, reduzindo a Selic para 14%.
Ainda na pauta de juros, o Federal Reserve inicia hoje novo debate para a taxa básica, com resultado publicado às 15h de amanhã.
As apostas majoritárias estão em nova manutenção dos juros na faixa de 3,5% e 3,75%, enquanto desdobramentos do conflito no Oriente Médio na inflação global seguem no radar da autoridade monetária.
Temor por IA
Apreensão com o mercado tech volta a pressionar os mercados nesta semana, com investidores à espera de novos dados de gigantes do setor.
“Caso a Microsoft, a Amazon ou a Meta também anunciem uma queda semelhante em seus níveis de fluxo de caixa livre, isso reacenderá as preocupações de que essas empresas continuarão a gastar, mas os gastos extras terão que ser feitos por meio da emissão de ações e títulos”, afirmou Ipek Ozkardeskaya, analista sênior da Swissquote.
Quando Amazon.com, Meta, Apple e Microsoft divulgarem seus resultados nesta semana, os investidores estarão ansiosos para ver se seus investimentos, avaliados em várias centenas de bilhões de dólares, estão gerando retorno.
Com Reuters e Estadão Conteúdo

